Conteúdo atualizado em 28/10/2026.
O aborto retido ou o abortamento incompleto é quando não existe mais batimentos cardíacos do feto e o embrião fica sem vida por semanas ou até meses dentro do útero da mãe.
O aborto retido é diferente do aborto completo. No aborto completo, o embrião, o saco gestacional e todo o resíduo são expelidos pelo corpo naturalmente. Já, no caso de um aborto retido, o embrião e os restos ovulares continuam dentro do corpo da gestante. O fenômeno, que ocorre geralmente entre a 6ª e a 14ª semana de gestação, possibilita o risco de infecção e complicações para a mulher.
Dessa maneira, se o feto não for expulso naturalmente do corpo no decorrer de 30 dias, será necessária a intervenção médica para sua retirada. Tal procedimento pode ocorrer por meio de estimulação medicamentosa ou de curetagem.
Apesar de ser a complicação mais comum no primeiro trimestre da gestação, com dados de que aproximadamente 20% das mulheres passam por uma perda gestacional nesse período, sofrer um aborto não é fácil para a mulher. Além do impacto físico, a perda gestacional também envolve aspectos emocionais importantes.
Em momentos como esse, ter acompanhamento especializado ajuda não apenas na recuperação clínica, mas também na construção de um plano seguro para uma futura gravidez.
Neste artigo, vamos aprofundar mais sobre o tema do aborto retido e tirar suas dúvidas sobre sinais, causas e tratamentos existentes.
Resumo do que você precisa saber sobre o aborto retido:
- O aborto retido ocorre quando a gestação para de se desenvolver, mas não é eliminado.
- Pode ser assintomático.
- Exige confirmação por ultrassonografia.
- Pode necessitar medicação ou curetagem.
- Em geral, não impede futuras gestações, mas pode exigir investigação.
Quais são os sinais do aborto retido?
A mulher pode sentir alguns sinais que indiquem que ela está sofrendo um aborto retido. Entretanto, muitas gestantes podem ser assintomáticas e passar várias semanas sem notar algum sinal. Por esta razão, é de extrema importância realizar o acompanhamento médico e todos os exames do pré-natal como a ultrassonografia e exames de sangue laboratorial.
Para as mulheres que têm sintomas de aborto retido, os sinais mais comuns são:
- Sangramento vermelho vivo ou em cor marrom;
- Dor pélvica;
- Desaparecimento dos sintomas gestacionais (náuseas, vômitos, frequência urinária elevada);
- Ausência de crescimento no volume uterino e da barriga.
Aborto retido e suas causas: confira possíveis fatores
As causas do aborto retido devem passar por análise caso a caso, já que existem diversos fatores que desencadeiam a ocorrência. As principais situações que podem levar a um aborto retido são:
- Malformações fetais;
- Alterações cromossômicas;
- Idade avançada da mulher;
- Má nutrição durante a gravidez;
- Uso de álcool, drogas, cigarro e alguns medicamentos;
- Doença da tireóide não tratada;
- Diabetes não controlada;
- Infecções;
- Trauma, como acidente de carro ou quedas;
- Obesidade;
- Problemas no colo do útero;
- Hipertensão severa;
- Exposição a radiação.
Inclusive, é importante lembrar que o fato de uma mulher sofrer um aborto retido, normalmente não apresenta risco para uma futura gravidez, porém é preciso estar atenta à origem do problema. Por essa razão, o ideal é fazer um acompanhamento detalhado, descobrir as causas e tratá-las. Dessa forma, a mulher, provavelmente, terá uma próxima gestação saudável e tranquila, sem outros eventos de aborto de repetição.
Além disso, o aconselhável do ponto de vista médico é deixar passar entre dois e três ciclos menstruais antes de tentar uma nova gravidez. Assim, o corpo terá tempo de se restabelecer e equilibrar seus hormônios para a próxima tentativa.
Na Nilo Frantz realizamos investigação completa das causas, incluindo avaliação genética embrionária e acompanhamento personalizado para reduzir riscos em futuras gestações.
Tratamento do aborto retido: como acontece?
O tratamento indicado para o aborto retido pode variar de acordo com cada caso. Ele ocorre somente após a confirmação da morte do embrião por meio do exame de ultrassom ou de exame de sangue laboratorial. Sendo assim, é fundamental que o médico avalie os diversos aspectos referentes à saúde da mãe e mostre as diferentes formas de proceder.
Além disso, é essencial que o ginecologista informe as vantagens e desvantagens de cada método para que a paciente possa decidir, sempre que possível, pela conduta que ela deseja. Nesse sentido, há três possibilidades: a expectante, a farmacológica e a cirúrgica.
Confira as diferenças de cada uma:
Conduta Expectante
Uma das primeiras opções é que o próprio corpo faça a expulsão do feto e de todo o resíduo contido dentro do útero por meio do uso de medicamentos específicos. Contudo, sem a necessidade de internação. Neste método, é muito importante que haja um controle e acompanhamento rigoroso para evitar que a mulher tenha infecções.
Nesse sentido, a conduta expectante tem taxas de sucesso bastante variáveis, portanto, deve-se avaliar o estado psicológico da paciente. Todavia, essa espera só pode durar por um tempo, uma vez que processos infecciosos podem surgir.
Conduta Farmacológica
Outra opção para o tratamento de aborto retido é o de internar a paciente e fornecer medicamentos à base de ocitocina para provocar contrações uterinas. Dessa forma, a mãe passa por uma situação parecida com a de um parto normal e, assim, o embrião e os resíduos são expelidos. Essa conduta, portanto, reduz o risco decorrente de processos cirúrgicos e da anestesia. Entretanto, diferente da curetagem, o tempo de sangramento é maior.
Conduta Cirúrgica: curetagem uterina ou por aspiração manual intra-uterina
A conduta cirúrgica acontece em hospital e com anestesia. Nesse sentido, baseia-se principalmente na técnica de dilatação uterina e curetagem. É um processo de limpeza e esvaziamento uterino onde um procedimento de raspagem garante a eliminação de todo resíduo.
Tal processo também pode ser feito por aspiração de forma manual com a ajuda de uma seringa, através do qual o resíduo é aspirado. Existem casos, ainda, onde se indica o uso dos dois procedimentos para garantir que se retirem os restos ovulares e a placenta.
Dessa forma, a cirurgia diminui significativamente o tempo de tratamento, que é bastante doloroso para a mãe. Entretanto, vale destacar que é um procedimento invasivo e pode provocar consequências na mulher.
Curetagem: quando é necessário fazer?
A curetagem é eficaz em quase 100% dos casos de aborto retido. Por esta razão, se o tratamento expectante e farmacológico não derem certo e quatro semanas depois do diagnóstico o feto ainda estiver retido, é necessário internar a paciente para realizar a curetagem.
É importante destacar que, apesar de ser um procedimento seguro e eficaz, a raspagem uterina não é isenta de riscos anestésicos, de perfuração uterina ou formação de sinéquias. Nesses casos, pode levar a alterações estruturais do colo uterino, associadas a futuras perdas gestacionais, muito embora os riscos sejam baixos.
Dessa forma, indica-se a curetagem para as pacientes que não conseguiram expelir o feto e que apresentam sangramentos importantes ou sinais de infecção. Sendo assim, as opções são curetagem tradicional, com cureta fenestrada ou aspiração manual a vácuo (AMIU).
Após o procedimento, uma patologia analisa parte do material, que tentará determinar a causa do aborto.
Riscos do aborto retido para a saúde
O aborto retido pode trazer riscos para a saúde da gestante quando não é diagnosticado ou tratado adequadamente. Entre as possíveis complicações estão infecções, sangramentos e outras alterações que exigem acompanhamento médico.
Além disso, em situações como abortos recorrentes ou histórico de infertilidade, o médico pode recomendar uma investigação mais aprofundada para entender as possíveis causas da perda gestacional e orientar o planejamento de futuras gestações.
Se o diagnóstico for tardio ou o tratamento não acontecer adequadamente, a paciente pode apresentar complicações como infecções, sangramentos, sensibilização do sistema Rh e, em situações específicas, infertilidade relacionada a lesões nas trompas.
Vale lembrar que sofrer um aborto espontâneo ou retido não é algo tão incomum. Por isso, é imprescindível fazer o acompanhamento médico e todos os exames gestacionais para evitar complicações.
Ainda, é importante ressaltar que a partir do momento que a gestante sofre dois ou mais abortos, investigar algumas deficiências, como de enzimas, colágenos, proteínas e coagulograma, se faz necessário. Por último, o médico também deve checar outras possíveis causas de infertilidade feminina.
Se você passou por um aborto retido, ou suspeita que esteja passando, e deseja investigar as causas, nossa equipe especializada em reprodução humana pode ajudar você.
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1. Perguntas frequentes sobre aborto retido
O aborto retido sempre precisa de curetagem?
Não. Em alguns casos, o organismo elimina naturalmente a gestação ou o médico pode indicar tratamento medicamentoso. A curetagem ou a aspiração uterina são recomendadas quando há indicação clínica e após avaliação individual.
Quanto tempo o aborto retido pode ficar no útero?
Pode permanecer por semanas, mas após cerca de 30 dias geralmente é necessária intervenção médica.
O aborto retido pode causar infertilidade?
Na maioria dos casos, não. Porém é importante investigar a causa da perda gestacional.
Após aborto retido, quando posso tentar engravidar novamente?
Geralmente após dois ou três ciclos menstruais, com acompanhamento médico.
Quem teve aborto retido precisa investigar infertilidade?
Se houver dois ou mais episódios, a investigação é recomendada.
Essa versão fica mais alinhada ao guia da Otimifica, pois todas as perguntas atacam dúvidas práticas e objeções reais, em vez de repetir informações já desenvolvidas no artigo.