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  • Conheça o Hormônio Anti-Mülleriano e sua relação com a fertilidade

    Conheça o Hormônio Anti-Mülleriano e sua relação com a fertilidade

    O hormônio anti-mulleriano (HAM ou AHM) é um dos exames que servem para analisar o estado da reserva ovariana da mulher. Ele é, por sua vez, um marcador da reserva ovariana, que tem a finalidade de predizer qual é a quantidade de óvulos que a mulher dispõe em seus ovários.

    Em outras palavras, o hormônio anti-mulleriano (HAM ou AMH) é uma substância produzida pelas células dos ovários e é responsável por controlar o desenvolvimento dos folículos.

    Além disso, é importante saber que, com o passar dos anos, o número de óvulos presentes na mulher vai diminuindo e, com isso, as chances de engravidar também. Nesse sentido, o hormônio anti-mulleriano tem como função alertar a proximidade da menopausa e a síndrome dos ovários policísticos.

    Os óvulos, por sua vez, ficam armazenados dentro de “pequenas bolsas” de tecido epitelial nos ovários, que são chamadas de folículos ovarianos e são as responsáveis pela produção do hormônio anti-mulleriano. Ou seja, quanto mais folículos houver, maiores tendem a ser as dosagens de HAM na mulher.

    Por esse motivo, o hormônio anti-mulleriano é muito utilizado em tratamentos de reprodução assistida, principalmente para mulheres com idade superior a 35 anos ou com baixa probabilidade de engravidar.

    Além disso, o hormônio anti-mulleriano é considerado como um dos melhores marcadores da reserva ovariana da atualidade.

    Como funciona o hormônio anti-mulleriano?

    O teste é realizado através de um exame de sangue, que deve ser feito durante o ciclo menstrual da mulher. Dessa forma, quanto maior a contagem de óvulos, maiores serão as chances de conseguir engravidar.

    Embora apenas um especialista possa analisar com precisão o exame, e cada laboratório possua um padrão de referências para os níveis de hormônio anti-mulleriano, existem alguns valores referenciais:

    a. HAM < 0,16 ng/ml: Muito baixa resposta;

    b. HAM entre 0,16 e 1,0 ng/ml: Baixa resposta;

    c. HAM entre 1,0 e 2,0 ng/ml: Média resposta;

    d. HAM entre 2,0 e 4,0 ng/ml: Alta resposta;

    e. HAM > 4,0 ng/ml: Muito alta resposta.

    Atualmente, o valor de 1,0 ng/ml seria considerado o limite entre a reserva ovariana normal e a alterada. Ou seja, quando a mulher tem o hormônio anti-mulleriano igual ou superior a 1,0 ng/ml, ela tem mais chances de engravidar naturalmente. Já nos casos em que o HAM é inferior a 1,0 ng/ml, as probabilidades de engravidar diminuem.

    No entanto, é importante salientar que, embora o exame anti-mulleriano avalie a reserva ovariana e traga informações valiosas sobre a quantidade de óvulos esperados, o exame não avalia a qualidade dos óvulos, que dependem de outros fatores, como, por exemplo, a idade da mulher.

    Assim sendo, é fundamental que a análise seja complementada com outros testes, capazes de fornecer outros tipos de informação para a continuidade do tratamento da FIV, e que todo o processo seja acompanhado por um médico especialista em Reprodução Humana.

    Além disso, outros aspectos importantes a salientar é que, mesmo se a reserva ovariana for baixa, o profissional deve levar em consideração o histórico da paciente, a idade, a individualidade de cada caso e os resultados dos demais exames, para fornecer um diagnóstico mais assertivo.

    Hormônio anti-mulleriano: quando fazer o exame?

    O hormônio anti-mulleriano deve ser realizado quando há necessidade de se avaliar a reserva ovariana da mulher. O exame é obrigatório para quem precisa realizar um tratamento de fertilização in vitro (FIV) ou outro tratamento de reprodução assistida.

    No entanto, ele pode ser realizado em outras situações, como, por exemplo:

    • Em mulheres que estão fazendo uma avaliação de infertilidade;
    • Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce;
    • Avaliação de dosagem de estimulação ovariana para tratamentos de reprodução assistida;
    • Mulheres que desejam congelar os óvulos;
    • Preservação da fertilidade, normalmente, antes de passar por exames que possam prejudicar a fertilidade, como, por exemplo, a quimioterapia.

    Além disso, o exame anti-mulleriano pode ser solicitado para um médico ginecologista. No entanto, é importante ressaltar que a fertilidade é um assunto muito delicado para as mulheres, e a pessoa mais capacitada para interpretar os resultados do exame é um médico especializado em reprodução humana.

    Hormônio anti-mulleriano e sua relação com a fertilidade

    Como já dissemos, o hormônio anti-mulleriano serve para indicar a quantidade de óvulos remanescentes, mas ele também permite estimar a resposta ovariana aos tratamentos de reprodução assistida.

    Com a avaliação do resultado do HAM, dos outros exames solicitados pelo seu médico e as particularidades de cada caso, é possível escolher a melhor opção de tratamento.

    Além do mais, o resultado do exame também permite estabelecer um parâmetro para as doses necessárias de gonadotrofinas, hormônio utilizado para realização da estimulação ovariana.

    Considerações finais

    Por mais precisos que sejam os exames e os resultados, a fertilização é um processo complexo que envolve diversos fatores físicos e também psicológicos. Por esse motivo, ainda não existe unanimidade entre os médicos sobre a possibilidade de engravidar com uma reserva ovariana baixa.

    Atualmente, a medicina oferece diversas opções de tratamentos para infertilidade, e o exame anti-mulleriano serve para fornecer mais dados para que o médico especialista em reprodução humana possa indicar o melhor tratamento para cada caso.

    Por esse motivo e muitos outros, é fundamental consultar sempre o seu médico.


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