Gravidez ectópica: conheça os principais sintomas, causas e tratamentos!

Gravidez ectópica: conheça os principais sintomas, causas e tratamentos!

A gravidez ectópica, ou gravidez extrauterina, é aquela que acontece fora do útero, ou seja, ocorre quando o embrião (óvulo fecundado) é implantado de forma equivocada fora da cavidade uterina.

Nesse sentido, para entender melhor a gravidez ectópica, é importante lembrar que a fecundação do óvulo pelo espermatozoide acontece normalmente nas Trompas de Falópio, a partir de uma relação sexual. Desta forma, o encontro dos gametas feminino e masculino dá origem ao embrião que se desloca até o útero onde é implantado. Esse processo, chamado de nidação, marca o início de uma gravidez normal (gravidez tópica).

No entanto, se a trompa estiver estreitada ou bloqueada, o embrião pode não conseguir chegar até o útero e ser implantado em outros lugares. Nesse sentido, a gravidez ectópica geralmente ocorre em uma das Trompas de Falópio (na forma de gravidez tubária), mas pode se dar também em outros locais, como ovário, colo do útero e abdômen. 

Desta forma, o embrião que se fixa fora da cavidade uterina não encontra o ambiente necessário para seu desenvolvimento, e assim não sobrevive. Além, disso, a gravidez ectópica pode colocar a saúde da mãe em risco. Portanto, em quase todos os casos, ela deve ser interrompida.

Tipos de gravidez ectópica

A gravidez ectópica ou gestações fora do útero corresponde a cerca de 1% de todas as gravidezes, e o diagnóstico costuma ser feito ao redor da 8ª semana de gravidez.

Na grande maioria dos casos, esse tipo de gestação ocorre em uma das trompas, mas também pode acontecer no ovário, cervix (colo do útero) e cavidade abdominal.

Tubária 

Ocorre quando o embrião é implantado nas Trompas de Falópio. Responsável por cerca de 95% dos casos de gravidez ectópica, a gravidez tubária pode causar rompimento da tuba

(gravidez ectópica rota) e hemorragia, colocando a vida da mãe em risco. 

Gravidez ovariana

Acontece quando o embrião é implantado no ovário e pode ser confundido com um cisto.

Gravidez cervical (colo do útero)

É quando o embrião se implanta no colo do útero, podendo gerar hemorragia intensa.

Gravidez ectópica abdominal

Se caracteriza pela implantação do embrião dentro da cavidade peritoneal, entre os órgãos. Nesse sentido, o crescimento do bebê comprime órgãos, e os vasos sanguíneos podem ser rompidos, pondo a mãe em risco. No entanto, há relatos de mulheres que conseguiram que o bebê chegasse às 38 semanas de gestação, sendo realizada uma cesariana para o nascimento.

Gravidez heterotópica

É quando em uma gestação gemelar, um embrião se desenvolve no útero e outro trompa, mas geralmente só é diagnosticada depois do rompimento da tuba.

Gravidez ectópica: quais os principais sintomas?

A gravidez ectópica pode apresentar sintomas semelhantes à uma gravidez tópica, ou seja, à gravidez intrauterina. Nesse sentido, algumas mulheres sentem enjoos, notam o aumento dos seios e têm atraso da menstruação. 

Além disso, a gestação que ocorre fora do útero frequentemente também apresenta resultado positivo nos testes na gravidez. Desta forma, a gravidez ectópica pode passar despercebida já que os sintomas iniciais são confundidos com os de uma gravidez normal.

Porém, ao redor da 6ª a 8ª semanas de gestação, os sinais da gravidez ectópica ficam mais evidentes, principalmente a dor. Desta forma, as mulheres devem procurar um médico, com urgência, para que ele possa avaliar cada caso e determinar os riscos. 

Nesse sentido, uma possível complicação é a gravidez ectópica rota, quando o embrião que está se desenvolvendo nas trompas já é grande o suficiente para romper a trompa da gestante. Nestes casos, o sangramento pode ser volumoso, e a paciente corre risco de entrar em choque circulatório

Sintomas de gravidez ectópica sem sinais de ruptura de trompas
Sintomas de gravidez ectópica rota

E atenção: a melhor forma de confirmar se o embrião está se desenvolvendo fora do útero é através da ultrassonografia, que deve ser solicitada pelo médico.

Causas da gravidez ectópica

Como já vimos, gravidez ectópica pode ocorrer com qualquer mulher. Porém, alguns fatores influenciam o desenvolvimento de uma gravidez fora da cavidade uterina. 

Nesse sentido, infecções ou cicatrizes nas trompas de falópio podem causar obstrução, que impede a passagem do embrião até o útero. Além disso, malformação das trompas também acaba prejudicando o deslocamento do óvulo fecundado ao local onde deveria ser implantado.

Principais fatores que podem causar ou contribuir para uma gravidez ectópica

Qual é o tratamento para gravidez ectópica?

O tratamento para gravidez ectópica pode ser feito de duas formas: através do uso de medicamentos, que induzem o aborto, ou por meio de cirurgia para retirada do embrião e reconstrução da trompa. Nesse sentido, o médico avalia o tempo de gestação, bem como o local onde o embrião está implantado para decidir qual o melhor tratamento.

Quando os remédios são indicados? 

Quando a gravidez ectópica é descoberta antes das 8 semanas de gestação e o embrião é muito pequeno, é possível que o médico indique o uso do Metotrexato 50 mg, remédio para interromper a gestação. Para isso, é necessário que não haja rompimento da trompa, que o saco gestacional tenha menos de 5 cm, e que exame Beta HCG seja inferior a 2.000 mUI/ml.

Quando a cirurgia é indicada?

A cirurgia para retirada do embrião é indicada quando ele tem mais de 4 cm de diâmetro, o exame Beta HCG tem mais de superior a 5000 mUI/ml, ou quando há evidências de ruptura da trompa.

Tipos de cirurgia:

Durante o tratamento da gravidez ectópica, é recomendado:

É possível engravidar novamente após uma gravidez ectópica?

Sim, é possível engravidar novamente após uma gravidez ectópica. Cerca de 65% das mulheres que tiveram gestação tubária e foram submetidas à cirurgia conseguem engravidar de novo depois de 12 a 18 meses. Nesse sentido, vale ressaltar que o sucesso de uma nova gestação vai depender dos danos que a gravidez tubária anterior provocou no aparelho reprodutor feminino. 

Desta forma, se as trompas de falópio não foram danificadas, a mulher tem chances de voltar a engravidar, mas se uma das trompas rompeu ou ficou lesionada, a probabilidade de engravidar de novo é menor. Além disso, se as duas trompas foram comprometidas, a solução para uma nova gravidez será recorrer à fertilização in vitro.

Nesse sentido, é importante esclarecer que a mulher que passou por uma gestação ectópica continuará a ovular, ou seja, vai produzir óvulos capazes de gerar uma nova gravidez natural ou com ajuda da medicina reprodutiva.

Como vimos, a gravidez ectópica pode causar dificuldades para a mulher engravidar novamente de forma natural. Porém, uma nova gestação pode ser viável com a ajuda reprodução assistida. Acesse o link abaixo veja como realizar o sonho de ter um filho.

E-book Nilo Frantz
Autor: nilofrantz
Publicado há 2 meses

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