Clinica Doenças Sexualmente Transmissíveis podem causar infertilidade
01/03/2019

O carnaval é considerado uma das épocas mais favoráveis para a disseminação das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). As pessoas ficam mais dispostas ao sexo casual e não fazem uso do preservativo. O resultado é que sem prevenção, as DSTs são responsáveis por 25% das causas de infertilidade – 15% para as mulheres e 10% para os homens. Para o especialista em reprodução assistida, Dr. Nilo Frantz, da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, ao contrário do que muita gente pensa, as Doenças Sexualmente Transmissíveis podem trazer vários riscos para a saúde. Entre eles estão: esterilidade, aborto, nascimento de bebês prematuros com problemas de saúde, deficiência física ou mental, alguns tipos de câncer. “Se não tratada corretamente uma DST pode trazer consequências graves além de impedir o sonho de ter um filho”, ressalta o médico.

 O especialista chama a atenção para as infecções causadas pela Clamídia, uma DST que é bacteriana e pode danificar o sistema reprodutor feminino de forma silenciosa, já que três em cada quatro mulheres não manifestam nenhuma queixa. Frantz explica que a doença só é descoberta anos depois, quando a pessoa tenta a gravidez e não consegue. O tratamento é feito com antibióticos, mas em poucos casos consegue reverter a infertilidade. A precaução, insistiu, continua sendo o uso de camisinha, ainda mais nessa época do carnaval.

O grupo das DSTs inclui as infecções por Clamídia, Gonorréia, HPV (Human papiloma vírus), Hepatite B, Herpes Genital, Sífilis, Cancro mole ou cancróide, Tricomoníase além do HIV (AIDS). Entre elas, as que comprometem mais diretamente o sistema reprodutivo estão a Clamídia e a Gonorréia que, principalmente nas mulheres, podem passar despercebidas. As outras como o HPV (Human Papiloma Vírus), Hepatite B, Herpes e Sífilis, não causam diretamente a infertilidade, mas, podem prejudicá-la pelos efeitos colaterais indesejáveis dos tratamentos. Como exemplo importante observa-se o HPV, que pode levar a alterações cancerosas no colo do útero implicando numa cirurgia que retira parte deste órgão.

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