Clinica Março Amarelo chama atenção para endometriose
13/03/2019

A endometriose, doença que atinge 10 % das mulheres no mundo todo é uma das grandes causas da infertilidade . No Brasil, esta enfermidade  acomete 6 milhões de mulheres deixando 80 % delas inférteis.

 

Mas o que é endometriose?

Endometriose é a presença do endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero e que sangra durante a menstruação) fora do útero. Todo mês, os hormônios do ciclo menstrual fazem com que essa camada aumente de tamanho para esperar uma possível gravidez, quando ela não acontece, ele descama sendo eliminado na menstruação. Porém, em alguns casos o endométrio acaba migrando para fora do útero sendo implantado em órgão como ovários, peritônio, trompas, útero, vagina, intestino e bexiga o que caracteriza a Endometriose .

Não se sabe exatamente qual a causa da endometriose,  que freqüentemente dá seus primeiros sinais  em mulheres mais jovens, em idade reprodutiva.

A doença é benigna mas pode ter uma evolução progressiva e ser responsável por importantes prejuízos na vida feminina como dor e infertilidade.

 

Sintomas

Os sintomas mais comuns são cólica menstrual, dor profunda durante relação sexual, dor pélvica contínua, dor para evacuar, sangramento nas fezes, dor para urinar e sangramento na urina. Os sintomas podem começar cedo e devem ser investigados, já que  o diagnóstico tardio permite o agravamento da doença que pode levar à infertilidade. As mulheres com endometriose têm vinte vezes mais chances de se tornarem inférteis.

 

Diagnóstico

O desafio dos últimos anos  foi buscar formas não invasivas de diagnóstico da endometriose, diferente da tradicional técnica cirúrgica da laparoscopia. Felizmente, os métodos de diagnóstico por imagem evoluíram muito e têm assumindo papel fundamental nos tratamentos nas áreas da ginecologia, obstetrícia e reprodução assistida.  A metodologia para o diagnóstico da endometriose usada atualmente é baseada na ultrassonografia, aliando equipamentos de ponta e profissionais qualificados, especialmente treinados para realizar o exame. Desta forma temos hoje procedimentos precisos não invasivos e a conseqüente diminuição no número de cirurgias.

 

Tratamento

O tratamento da Endometriose é bastante individualizado, depende da principal queixa, dor ou infertilidade e da gravidade da doença. Pode ser  feito com medicamentos hormonais ou cirurgia, dependendo da sua localização, extensão e gravidade.

O tratamento medicamentoso é indicado na maioria dos casos e também serve para diminuir as chances da doença voltar após a cirurgia. Em geral são usados anticoncepcionais orais ou injetáveis, ou o sistema intrauterino com hormônio (progestagênio).

Já o tratamento cirúrgico da endometriose é indicado quando não há melhoras com a medicação ou em casos mais avançados. A cirurgia normalmente é feita por videolaparoscopia e retira todos os focos de endometriose. Uma avaliação ampla e completa por especialistas na área é que vai definir o melhor caminho  a ser tomado.

Clinica Saiba como o estado nutricional e estilo de vida interferem na fertilidade
09/01/2019

Aproximadamente 16% dos casais apresentam problemas de fertilidade e sabemos que o estado nutricional e o estilo de vida podem causar grande influência, tanto no fator feminino quanto masculino. O conjunto de hábitos e práticas diárias, como elevado consumo de bebida alcoólica, cigarro, falta de exercícios físicos e consumo alimentar inadequado, pode afetar a saúde reprodutiva de ambos.

Essas situações podem ocasionar alterações no funcionamento do sistema reprodutor e interferir negativamente.

Uma dieta nutricionalmente pouco adequada, com baixa digestão de vitaminas e minerais antioxidantes, está fortemente associada a resultados indesejados para a fertilidade. 

 

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Mais de 10% dos casos de infertilidade são atribuídos ao excesso ou à falta de peso.O excesso de peso pode ter impacto negativo nos ovários, onde os óvulos são produzidos, bem como no endométrio, onde são depositados os óvulos fertilizados. Também favorece o surgimento de diabetes gestacional e hipertensão.

Vários estudos também comprovam que homens acima do peso têm espermatozóides de pior qualidade, problema que se agrava quando a pessoa passou dos 40 anos.

 

O CASAL DEVE INSERIR NA DIETA

Alimentos antioxidantes e anti-inflamatórios como vegetais alaranjados e verdes escuros, frutas vermelhas, abacate coco, oleaginosas,  pouco carboidrato sem glúten, gorduras boas diariamente, biomassa de banana verde (favorece a microbiota intestinal), curcuma e água.

 

O CASAL NÃO DEVE SAR

Alimentos inflamatórios e oxidantes. Devem evitar soja e derivados, linhaça, açúcar, doces, refrigerantes, sucos, bebida alcoólica (princ cerveja e chopp), café, chimarrão em excesso, margarinas, óleos vegetais, glúten, industrializados, temperos em cubos, agrotóxicos, gordura trans, carnes processadas

 

O SOL 

Estudo belga, apresentado em junho de 2015, no Encontro Anual da Sociedade Europeia de Saúde Reprodutiva, em Lisboa, mostrou que a luz do sol beneficia a fertilidade. Expor-se ao sol frequentemente aumenta em um terço as chances de engravidar.

Os efeitos benéficos do sol podem estar relacionados à melatonina, hormônio estimulado pelo sol, que exerce influência nos ciclos reprodutivos, e também pela vitamina D, que afeta a qualidade dos óvulos.

O estudo sugere que pacientes em tratamento para a fertilidade se beneficiam expondo-se ao sol, um mês antes de começar a estimulação ovariana.

 

VITAMINA D

A vitamina D tem as ações conhecidas de regulação do cálcio e de mineralização dos ossos, no entanto, também existem evidências de sua ação benéfica na fertilidade feminina. A vitamina D é um hormônio esteróide e aproximadamente 80 a 90% é produzida na pele após a exposição solar. Uma pequena quantidade da vitamina D total também é derivada da dieta e/ou suplementos.

A deficiência da vitamina D é mais existente nas mulheres em idade reprodutiva, causada pela obesidade, estilo de vida e redução da exposição ao sol.
Estudos recentes têm evidenciado que a reposição da vitamina D pode ser benéfica nos processos reprodutivos.

É importante a avaliação dos níveis de vitamina D e, se necessário, a reposição, para aumentar o potencial reprodutivo. Estudos têm demonstrado ação benéfica da vitamina D na fertilização in vitro, na síndrome dos ovários policísticos, na melhora da reserva ovariana, na endometriose, na dismenorreia primária e nos miomas uterinos.

Boas fontes de vitamina D:   gema de ovo, manteiga 

 

ÁLCOOL, CIGARRO E OUTRAS DROGAS

O consumo de álcool, cigarros e drogas diminuem consideravelmente as chances de gerar um bebê, além de prejudicar a saúde como um todo, por isso o ideal é adotar tolerância zero com relação a essa substâncias,

Casais em tratamento de fertilização são altamente aconselhados a adotar hábitos de vida mais saudáveis, já que as centenas de substâncias presentes no cigarro e nas bebidas alcoólicas aumentam o estresse oxidativo sistêmico, piorando a qualidade dos óvulos e dos espermatozóides.

 

CERVEJA PODE DIMINUIR OS NÍVEIS DE TESTOSTERONA

O lúpulo, um dos ingredientes usados na fabricação da cerveja, é considerado muito estrogênico. Uma pesquisa mostrou que o consumo de duas latas por dia pode diminuir os níveis de testosterona.

 

CAFÉ

Estudo apresentado no Congresso Anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva – ASRM, em outubro 2014, no Havaí mostrou que beber muito café forte pode reduzir radicalmente a fertilidade masculina.

Os homens que beberam duas ou mais xícaras de café forte por dia tiveram somente uma chance em cinco, de se tornarem pais através da fertilização in vitro. No entanto, para os que beberam menos de uma xícara por dia, as chances subiram para 52%.

Os pesquisadores acreditam que a cafeína pode prejudicar o espermatozóide em nível molecular.

Uma xícara de café expresso contém cerca de 100mg de cafeína. Os homens que beberam 265mg ou mais tiveram menores chances de se tornarem pais.

O estudo analisou 105 homens com idade média de 37 anos, cujas parceiras foram submetidas à fertilizaçãoin vitro no Hospital Geral de Massachusetts, Boston, entre 2007 e 2013.

O fato de que o consumo de cafeína no parceiro masculino pode diminuir os resultados na fertilização in vitro é intrigante e são necessários mais estudos, afirmam os pesquisadores.

 

STRESS

Está comprovado que o estresse está intimamente relacionado ao excesso de radicais livres que, por sua vez, têm impacto negativo sobre o DNA, lipídios e proteínas. Piora a qualidade dos óvulos e do sêmen, dificultando a gravidez.

Por isso, quando o casal decide recorrer à Fertilização Assistida para engravidar é fundamental manter uma postura otimista e livre de estresse.

Recorrer a terapias alternativas para equilibrar o emocional (acupuntura, ioga, massagens terapêuticas) é bastante indicado.

 

SONO

O útero tem seu próprio relógio biológico que precisa estar sincronizado com o relógio biológico do corpo da mulher para criar condições ideais ao crescimento e desenvolvimento fetal. O sono é considerado parte essencial dessas condições ideais.

Estudos mostram que a incapacidade de sincronização pode explicar pelo menos em parte por que algumas mulheres têm dificuldade em seguir com a gravidez durante os nove meses.

A falta de sincronização ‘desliga’ os genes do relógio biológico em células que revestem o útero – podendo comprometer a gravidez.

Por isso, quem quer engravidar tem de cuidar muito bem das horas de sono, permitindo ao corpo descansar e se regenerar completamente de um dia para o outro.

 

EXERCÍCIOS

O ideal é que o casal escolha um esporte que possa praticar junto, de forma prazerosa. Combater o sedentarismo é uma das grandes decisões de quem não pratica exercício algum, já que traz muitos benefícios emocionais e físicos.

 

TABACO

Estudo americano mostra que fumantes passivas e ativas expostas a altas concentrações de tabaco podem enfrentar problemas para engravidar e, inclusive, entrar na menopausa antes mesmo de chegar aos 50 anos.

A  prevalência de infertilidade em fumantes é maior do que em não fumantes.

Assim como algumas drogas ilícitas, o fumo tem o poder de retardar a gestação, antecipar a menopausa e aumentar as alterações menstruais.

Pode causar também: destruição folicular, alteração das características fisiológicas tubárias, alteração nas taxas hormonais, interferência na gametogênese e fertilização, bem como dificuldade na implantação do óvulo – uma vez que o endométrio também sofre agressões.

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