Embriologia Novela Segundo Sol não traz a realidade sobre doação de esperma. Confira o que realmente é permitido no país.
03/10/2018

A novela Segundo Sol da Rede Globo trouxe à tona o assunto da doação de esperma para que um casal de mulheres pudesse ter o sonho da maternidade realizado. Entretanto, o folhetim das 21h não retratou a realidade das regras permitidas no Brasil.

 Na novela, a personagem de Maura (Nanda Costa) escolheu Ionan (Armando Babaioff) para doar sêmen e ser pai biológico de seu filho com Selma (Carol Fazu). O casal homoafetivo de Segundo Sol enfrentou uma crise para decidir como conceber um bebê, e a policial, que não queria ter um filho de um doador desconhecido, convenceu a parceira a aceitar o sêmen de Ionan, seu colega de trabalho na delegacia de polícia.

A novela mostra a cena em que Ionan está na clínica junto com Maura e Selma para fazer a doação do esperma, mas isto é proibido no Brasil. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), toda doação de gametas (sêmen e óvulos) deve ser anônima e sem nenhum tipo de envolvimento financeiro – ao contrário de outros países, como os EUA, por exemplo, em que a identidade do doador pode ser revelada.  No Brasil, qualquer casal que queira ter filhos através de técnicas de reprodução assistida com sêmen ou óvulos doados não pode conhecer o doador e nem o doador conhecer o receptor. Confira abaixo o processo de doação de sêmen no país:

Quem pode doar?

Qualquer pessoa pode se candidatar a ser um doador desde que tenha entre 18 a 40 anos. A doação é voluntária e gratuita, visto que a legislação brasileira não permite o comércio nem a remuneração desse serviço. Também é solicitada uma análise criteriosa da saúde do doador, que não pode ter histórico de doença genética ou crônica própria ou na família, nem de doenças sexualmente transmissíveis e malformações.

Quais características que podem ser reveladas sobre o doador?

Se a mulher tiver interesse ela pode saber um pouco mais sobre o pai biológico do seu futuro filho. No Brasil é possível ter conhecimento sobre algumas características do doador como fator ABO, RH, raça, origem étnica, religião, cor de pele, cor e textura dos cabelos, cor dos olhos, altura, peso, ocupação, hobby, se é fumante, entre outras.

Se você tiver mais interesse sobre o assunto entre em contato com a Nilo Frantz Medicina Reprodutiva através do email: enfermagem@nilofrantz.com.br ou pelo telefone : (51) 3328.4680

Embriologia Ovodoação: Uma alternativa para alcançar a maternidade. Parte 2
13/09/2018

A ovodoação é um recurso da reprodução humana que surgiu nos anos 80 e, desde então, esta alternativa passou a ser mais indicada para mulheres com dificuldade de engravidar com seus próprios óvulos.

A Nilo Frantz medicina reprodutiva  possui um programa  de ovodoação, que conta com  a atuação de uma equipe multidisciplinar . Fernanda Robin, enfermeira-chefe, responsável por este setor, fala sobre o assunto:

O que é ovodoação?

A ovodoação é uma alternativa que ajuda mulheres a realizarem o sonho da gravidez, através de óvulos de outra paciente. Conforme a Resolução nº 2.168/2017, do Conselho Federal de Medicina  (CFM) , é permitida a doação voluntária dos óvulos, bem como a doação compartilhada, em casos que doadora e receptora estejam participando como portadoras de problemas de reprodução e podem, então, compartilhar tanto o material biológico quanto os custos financeiros que envolvem o procedimento de reprodução assistida.

No Brasil, este processo ocorre de forma totalmente anônima e sigilosa.

Em que casos a ovodoação é indicada?

A ovodoação se torna uma opção no caso de mulheres com diminuição da reserva ovariana causada por idade avançada (menopausa), falência ovariana precoce, tratamentos oncológicos, doenças genéticas ou mesmo ausência ovariana.

Quem pode ser doadora de óvulos?

Pacientes com no máximo 35 anos, uma boa reserva ovariana avaliada através do exame de Anti- Mulleriano  (HAM) e contagem de folículos antrais.  É preciso  fazer testes para marcadores de doenças infecto-contagiosas tais como AIDS, Hepatites, Sífilis, entre outras, e para doenças genéticas como Fibrose Cística e alterações no cariótipo. Além disso, a candidata a compartilhar óvulos deverá realizar  consultas com a psicóloga e a enfermeira  responsável pelo setor de ovodoação, quando serão aplicados questionários que irão auxiliar na decisão se a paciente está apta ou não a compartilhar os óvulos.

Qual as chances de uma gravidez com ovodoação?

Na ovodoação, o importante é a idade do óvulo (doadora) e não a idade do útero (receptora), o que aumenta as chances de gravidez. Na Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, a taxa de bebês nascidos a partir de tratamentos com ovodoação ficam entre 60-65% ,sendo esta maior do que as medias  mundiais.

É possível escolher as características da paciente que compartilhará os óvulos?

Sim. É realizada uma triagem inicial tanto com a paciente que compartilhará, quanto com a que receberá os óvulos, e a partir das características de ambas realiza-se o cruzamento dos dados.  Caso haja semelhanças, o perfil com as características da possível doadora será encaminhado à paciente receptora. Todo processo acontece com total o sigilo e anonimato das pessoas envolvidos.

Qual é o tempo médio de espera?

O tempo é variável, mas em média não ultrapassa três meses.

E em relação ao espermatozóide? Também é possível receber de algum doador?

Sim, no Brasil existem bancos de esperma. O casal que necessita utilizar no tratamento deve e comprar o esperma diretamente nesses bancos.

Para encaminhamento de pacientes ou mais informações sobre o programa de ovodoação do Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz ou qualquer outra informação sobre os bancos de esperma, entre em contato com a Enfermeira Fernanda Robin através do email: enfermagem@nilofrantz.com.br ou pelo telefone : (51) 3328.4680 

Embriologia Ovodoação: Uma alternativa para alcançar a maternidade. Parte 1
31/08/2018

Um dos maiores desafios na Medicina Reprodutiva é a falência ovariana, ocasião em que o ovário não possui mais óvulos capazes de serem fertilizados e gerar filhos. Esse fato pode acontecer em mulheres jovens que apresentam falência ovariana prematura, em pacientes que passaram por tratamento com quimioterapia, ou em pessoas com idade avançada que já entraram na menopausa. Hoje em dia essa condição é cada vez mais comum em virtude do aumento significativo de mulheres que desejam postergar a maternidade.

Independente da causa, as mulheres com falência ovariana geralmente têm dificuldade de aceitar o diagnóstico, e muitas vezes saem da consulta médica frustradas, com a sensação de que nunca conseguirão realizar seu sonho de maternidade. Entretanto existe sim uma forma de transformar essa frustração em possibilidade de sucesso:  Ovodoação.

A ovodoação  ou doação de óvulos é uma alternativa que ajuda mulheres a realizarem o sonho da gravidez através de óvulos de outra paciente. Consiste na fertilização do óvulo de uma doadora com o espermatozóide do parceiro da receptora ou com espermatozóide doado. Desta maneira é formado o embrião que será  gestado no útero da paciente receptora.

Esse tipo de tratamento é legal e ocorre em sigilo e anonimato.

Uma preocupação freqüente das pacientes que engravidam através da ovodoaçao é quanto a gerar um filho com características genéticas completamente diferente de si. Porém, hoje em dia já há evidências científicas que mostram a influência da epigenética, o “além de genética” no desenvolvimento do embrião. Ou seja, o útero onde esse embrião vai se desenvolver ao longo de toda a gestação pode transmitir a expressão de  genes da mulher que o carrega.

Embriologia 10 anos da IVM. Nós comemoramos essa data!
09/08/2018

Em agosto de 2008 nasceu em Porto Alegre o primeiro bebê do Brasil gerado através da técnica de Maturação in Vitro, (IVM). Nesta data nasceu também  a certeza do sucesso de uma nova alternativa para o tratamento da infertilidade de pacientes com ovários policísticos, que não podem utilizar hormônios para estimulação ovariana.

Dr. Nilo Frantz, pioneiro no exercício da medicina fetal no sul do país foi o responsável pelo desenvolvimento desta técnica que abriu um novo capítulo na história da reprodução humana.

A IVM é uma técnica de fertilização in vitro em que os óvulos são coletados dos ovários sem estimulação medicamentosa, cultivados em laboratório e fertilizados após completarem a maturação.

 Muito se evoluiu nesses últimos 10 anos. As taxas de gravidez vêm aumentando gradativamente com o desenvolvimento de novos conhecimentos sobre meios de cultura e, atualmente, já se aproximam às da fertilização in vitro tradicional.

Institucional Bebê de proveta, de tabu a realidade: Confira nossa live
02/08/2018

Hoje,  dia 25 de Julho é o aniversário de 40 anos de Louise Joy Brown, a britânica que ficou internacionalmente conhecida como o primeiro bebê de proveta. O nascimento que aconteceu em 1978, a partir de fertilização in vitro, foi considerado um milagre na época e mudou para sempre a trajetória da medicina reprodutiva em todo o mundo.

Em homenagem a este marco na história da humanidade, o dia 25 de julho foi escolhido como dia Internacional do Embriologista.

Veja agora como a evolução das técnicas de reprodução humana têm ajudado milhões de pessoas a realizarem o sonho de formar uma  famílias em suas  variadas configurações.

Bebê de proveta: de tabu a realidade

Publicado por Nilo Frantz – Medicina Reprodutiva em Quarta-feira, 25 de julho de 2018

Embriologia Diagnósticos Genéticos do Embrião - PGD e PGS
18/06/2018

O QUE SÃO PGD E PGS?
O Diagnóstico Genético Pré-implantacional (PGD) e o Screening Genético Pré-implantacional (PGS) são exames feitos no embrião antes dele ser transferido ao útero da mãe. Consiste basicamente na biópsia de algumas células do embrião no estágio de blastocisto e tem como objetivo identificar alterações genéticas. Essas alterações podem ser tanto cromossômicas  (quando é possível verificar quantidade a mais ou a menos de cromossomos) e gênicas (nos casos de doenças que são causadas por mutações em um gene).  
Os dois exames avaliam a saúde do embrião: enquanto o PGD analisa os genes que podem ser responsáveis por doenças hereditárias, o PGS estuda alterações cromossômicas que podem ser provocadas de forma espontânea ou  em casos de alterações no cariótipo em um dos progenitores.
 
QUANDO SÃO REALIZADOS?
O PGD e o PGS são feitos a partir da biópsia de células do embrião coletadas microscopicamente. Inicialmente o exame acontecia no 3º dia após a fecundação do embrião, porém, estudos mostraram que a biópsia realizada no 5º dia de desenvolvimento, quando o embrião passa a ser chamado de Blastocisto,  aumenta significativamente  taxa de gravidez.
 
PARA QUEM É INDICADO O PGD?
-Famílias com histórico de doenças genéticas/ hereditária
– Consangüíneos que identificaram um alto risco de transmissão de doenças monogênicas durante aconselhamento genético

PARA QUEM É INDICADO O PGS?
-Idade materna avançada, acima dos 37 anos de idade
-Histórico clínico de aborto de repetição
-Homens diagnosticados com sêmen de baixa contagem de espermatozóides;
– Casais que já apresentaram falhas recorrentes em tratamentos anteriores de FIV;
– Casais que tenham filhos portadores de anomalias cromossômicas;
 
QUAIS DOENÇAS PODEM SER DETECTADAS?
Mais de 200 doenças podem ser detectadas pelo diagnóstico genético embrionário. Entre elas as cromossômicas (ex.: Síndrome de Down, Síndrome de Pateau, translocações cromossômicas) e gênicas (ex.: talassemia, fibrose cística, Doença de Huntington).
 
A evolução de técnicas inovadoras vem auxiliando no tratamento de infertilidade.  Com elas, a medicina reprodutiva consegue ajudar cada vez mais pacientes a realizarem o sonho de ter um filho saudável.

Embriologia Blastocisto e as fases do desenvolvimento embrionário
04/06/2018

A função principal de um Laboratório de Fertilização In Vitro é promover a união de óvulos e espermatozóides, acompanhar o cultivo dos embriões e prepará-los para transferência ao útero. Este desenvolvimento embrionário realizado em laboratório passa por 3 etapas: a união dos gametas, sua evolução para a fase de embrião em clivagem e, posteriormente para o estágio de blastocisto. Esta transição envolve um processo genético de grande importância, e os embriões que chegam a blastocisto são considerados como os de melhor potencial .

Inclusive, em uma gestação natural é o embrião em estágio de blastocisto que chega ao útero materno para implantação. Da mesma forma, na reprodução assistida se procura, sempre que possível, transferir embriões nesta fase do desenvolvimento.

Cada embrião, contudo, apresenta comportamento único, sendo impossível prever como será a sua evolução, além de que os próprios fatores de infertilidade do casal podem ser limitantes. Porém, sabe-se que o sucesso do desenvolvimento embrionário é um reflexo direto da qualidade do Laboratório. Serviço, equipamento e materiais de qualidade possibilitam o aumento da taxa de embriões que chegam a blastocisto, e conseqüentemente uma alta taxa de transferência embrionária neste estágio.

O Laboratório da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva se mantém sempre atualizado, garantindo aos pacientes acesso ao que há de melhor em Fertilização in Vitro (FIV). Trabalhando com tecnologia de ponta e profissionais extremamente qualificados, a Clínica apresenta um alto percentual de sucesso nos tratamentos de reprodução assistida.

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