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Clinica Março Amarelo chama atenção para endometriose
13/03/2019

A endometriose, doença que atinge 10 % das mulheres no mundo todo é uma das grandes causas da infertilidade . No Brasil, esta enfermidade  acomete 6 milhões de mulheres deixando 80 % delas inférteis.

 

Mas o que é endometriose?

Endometriose é a presença do endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero e que sangra durante a menstruação) fora do útero. Todo mês, os hormônios do ciclo menstrual fazem com que essa camada aumente de tamanho para esperar uma possível gravidez, quando ela não acontece, ele descama sendo eliminado na menstruação. Porém, em alguns casos o endométrio acaba migrando para fora do útero sendo implantado em órgão como ovários, peritônio, trompas, útero, vagina, intestino e bexiga o que caracteriza a Endometriose .

Não se sabe exatamente qual a causa da endometriose,  que freqüentemente dá seus primeiros sinais  em mulheres mais jovens, em idade reprodutiva.

A doença é benigna mas pode ter uma evolução progressiva e ser responsável por importantes prejuízos na vida feminina como dor e infertilidade.

 

Sintomas

Os sintomas mais comuns são cólica menstrual, dor profunda durante relação sexual, dor pélvica contínua, dor para evacuar, sangramento nas fezes, dor para urinar e sangramento na urina. Os sintomas podem começar cedo e devem ser investigados, já que  o diagnóstico tardio permite o agravamento da doença que pode levar à infertilidade. As mulheres com endometriose têm vinte vezes mais chances de se tornarem inférteis.

 

Diagnóstico

O desafio dos últimos anos  foi buscar formas não invasivas de diagnóstico da endometriose, diferente da tradicional técnica cirúrgica da laparoscopia. Felizmente, os métodos de diagnóstico por imagem evoluíram muito e têm assumindo papel fundamental nos tratamentos nas áreas da ginecologia, obstetrícia e reprodução assistida.  A metodologia para o diagnóstico da endometriose usada atualmente é baseada na ultrassonografia, aliando equipamentos de ponta e profissionais qualificados, especialmente treinados para realizar o exame. Desta forma temos hoje procedimentos precisos não invasivos e a conseqüente diminuição no número de cirurgias.

 

Tratamento

O tratamento da Endometriose é bastante individualizado, depende da principal queixa, dor ou infertilidade e da gravidade da doença. Pode ser  feito com medicamentos hormonais ou cirurgia, dependendo da sua localização, extensão e gravidade.

O tratamento medicamentoso é indicado na maioria dos casos e também serve para diminuir as chances da doença voltar após a cirurgia. Em geral são usados anticoncepcionais orais ou injetáveis, ou o sistema intrauterino com hormônio (progestagênio).

Já o tratamento cirúrgico da endometriose é indicado quando não há melhoras com a medicação ou em casos mais avançados. A cirurgia normalmente é feita por videolaparoscopia e retira todos os focos de endometriose. Uma avaliação ampla e completa por especialistas na área é que vai definir o melhor caminho  a ser tomado.

Clinica Reprodução Assistida: O sonho da maternidade
07/03/2019

O nascimento da inglesa Louise Brown, o primeiro “bebê de proveta”, em 1978, foi um importante passo para a Reprodução Assistida que, desde então, tem evoluído e ajudado milhares de pessoas a realizarem o sonho de ter um filho. Técnicas modernas e eficientes já permitem, aos especialistas da área , ultrapassar obstáculos que antes eram impossíveis de serem vencidos.  Esse é exatamente o objetivo diário da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva: quebrar barreiras para alcançar a maternidade.

Em  atividade desde 2003, a Nilo Frantz se destaca no tratamento da infertilidade no sul do país . Com uma equipe multidisciplinar altamente qualificada, um laboratório de embriologia tecnológico que é referência no país, quatro unidades sendo uma em São Paulo, e mais de 20 médicos parceiros no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a Clínica Nilo Frantz oferece o que há de mais moderno e eficiente no mundo em Reprodução Assistida. 

A freqüente atualização científica de toda equipe, aliada ao constante investimento tecnológico disponibilizam métodos diagnósticos e terapêuticos de alta performance  como o PGD -Diagnóstico Genético Pré-Implantacional.

Esta técnica de seleção genética do embrião possibilitou, em 2014, o nascimento de um bebê saudável que, através de transplante de medula, salvou a vida da irmã portadora de Aplasia Medular. Este casal, tratado pela equipe Nilo Frantz, foi o primeiro caso de sucesso no sul do pais, e o segundo do Brasil.

O PGD tem feito parte de muitas histórias felizes da Medicina Reprodutiva. Recentemente, outro casal recorreu à seleção genética para gerar uma criança saudável que vai poder livrar a irmã mais velha da Talassemia Major.

A Maturação In Vitro de óvulos, conhecida também por IVM, é mais um tratamento de destaque da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, e  seu fundador, Dr. Nilo,  é pioneiro no exercício da medicina fetal no Rio Grande do Sul  e o responsável pelo nascimento do primeiro bebê com o auxílio  de IVM no Brasil.  Esta criança, hoje com 8 anos, já ganhou um irmão gerado também através desta mesma técnica .

Outra grande aliada da Reprodução Assistida é a Criopreservação – congelamento de óvulos, embriões e sêmen.  Esta forma de preservar a fertilidade é indicada para pacientes que irão enfrentar quimioterapia e para mulheres que querem retardar a maternidade.

Diversos os caminhos e diferentes tratamentos vêm auxiliando homens e mulheres a formarem suas famílias. Já são mais de mais de 3 mil bebês nascidos com a ajuda da equipe  Nilo Frantz, e a clínica orgulha-se de fazer parte de cada uma dessas histórias.

 

O que é FIV?

A fertilização in vitro (FIV) é considerada uma revolução na medicina e, para uma quantidade crescente de casais, pode ser a única possibilidade de realizar o sonho de ter filhos. Desenvolvida pelo inglês Robert Edwards, prêmio Nobel de medicina (2010), a técnica possibilitou o nascimento do primeiro bebê de proveta”, em 1978.  Inicialmente restrita a um número pequeno de pacientes, a FIV se  popularizou e hoje há mais de 5 milhões de crianças nascidas no mundo .

 

Como é a técnica?

A técnica consiste na fertilização do óvulo pelo espermatozóide no laboratório. Os espermatozóides são obtidos por masturbação e os óvulos captados do ovário por punção transvaginal após estimulação ovariana. A fertilização ocorre pela injeção de um único espermatozóide no óvulo através de uma micro agulha (ICSI) com a consequente formação dos embriões. Após 3 a 5 dias de cultivos dos embriões em meio de cultura e mantidos em estufa, estes são transferidos para o útero através de um cateter.

 

Quais as indicações?

Inicialmente desenvolvida para casos de fator tubário, outras indicações frequentes são fator masculino e endometriose. A FIV, sendo a técnica com melhores resultados existente, também é indicada quando não se obtém a gestação com outros tratamentos, como em casos de anovulação, esterilidade sem causa aparente e idade feminina avançada.

 

Múltiplas possibilidades: óvulos doados, espermatozóides doados, útero de substituição

A impossibilidade absoluta de ter filhos já encontra hoje caminhos que driblam as dificuldades. Mesmo quando não existe mais a produção de espermatozóides ou de óvulos, há a chance de engravidar com uso de gametas doados. Quando a mulher não possui  mais útero, também poderá gestar através da transferência de embrião produzido com seu óvulo no útero de outra mulher (útero de substituição). Desta maneira, a técnica também pode beneficiar casais homoafetivos tanto femininos, quanto masculinos ou pessoas solteiras.

 

Estudo genético do embrião antes da implantação

O screening (ou diagnóstico) genético pré implantacional (PGS) consiste no estudo genético do embrião antes da transferência ao útero. Desta maneira, é possível analisar se o embrião é normal ou se possui alguma anormalidade genética. O procedimento consiste na retirada de algumas células periféricas (trofoblasto) do embrião e na análise, que pode ser cromossômico (cariótipo) ou gênico (quando se pesquisa alguma doença específica). Está indicado mais comumente para casos de abortos de repetição, falhas em tratamentos prévios, idade feminina avançada ou quando há doença familiar severa.

A fertilização in vitro é uma técnica que atingiu um alto grau de desenvolvimento e que exige uma complexa estrutura laboratorial. Indicada adequadamente de acordo com a peculiaridade de cada caso, vem beneficiando os casais com infertilidade e já possibilitou o nascimento de milhões de crianças desde a sua criação.

Clinica Doenças Sexualmente Transmissíveis podem causar infertilidade
01/03/2019

O carnaval é considerado uma das épocas mais favoráveis para a disseminação das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). As pessoas ficam mais dispostas ao sexo casual e não fazem uso do preservativo. O resultado é que sem prevenção, as DSTs são responsáveis por 25% das causas de infertilidade – 15% para as mulheres e 10% para os homens. Para o especialista em reprodução assistida, Dr. Nilo Frantz, da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, ao contrário do que muita gente pensa, as Doenças Sexualmente Transmissíveis podem trazer vários riscos para a saúde. Entre eles estão: esterilidade, aborto, nascimento de bebês prematuros com problemas de saúde, deficiência física ou mental, alguns tipos de câncer. “Se não tratada corretamente uma DST pode trazer consequências graves além de impedir o sonho de ter um filho”, ressalta o médico.

 O especialista chama a atenção para as infecções causadas pela Clamídia, uma DST que é bacteriana e pode danificar o sistema reprodutor feminino de forma silenciosa, já que três em cada quatro mulheres não manifestam nenhuma queixa. Frantz explica que a doença só é descoberta anos depois, quando a pessoa tenta a gravidez e não consegue. O tratamento é feito com antibióticos, mas em poucos casos consegue reverter a infertilidade. A precaução, insistiu, continua sendo o uso de camisinha, ainda mais nessa época do carnaval.

O grupo das DSTs inclui as infecções por Clamídia, Gonorréia, HPV (Human papiloma vírus), Hepatite B, Herpes Genital, Sífilis, Cancro mole ou cancróide, Tricomoníase além do HIV (AIDS). Entre elas, as que comprometem mais diretamente o sistema reprodutivo estão a Clamídia e a Gonorréia que, principalmente nas mulheres, podem passar despercebidas. As outras como o HPV (Human Papiloma Vírus), Hepatite B, Herpes e Sífilis, não causam diretamente a infertilidade, mas, podem prejudicá-la pelos efeitos colaterais indesejáveis dos tratamentos. Como exemplo importante observa-se o HPV, que pode levar a alterações cancerosas no colo do útero implicando numa cirurgia que retira parte deste órgão.

Clinica Screening da reserva ovariana
15/02/2019

Nas últimas décadas, mais precisamente após o surgimento da pílula anticoncepcional, a mulher ganhou autonomia para se proteger contra uma gestação indesejada e programar o momento ideal da sua vida para engravidar. A  pílula abriu caminho para importantes transformações sócio-culturais como o gradativo aumento da participação feminina no mercado de trabalho, a  diminuição no número de filhos por casal e, principalmente, a postergação da maternidade.

Se por  um lado estas mudanças comportamentais como o adiamento da maternidade significam uma grande conquista para as mulheres, por outro  representam um risco para a reprodução. Com o aumento da idade feminina aumenta também a incidência de patologias ginecológicas como a endometriose e os miomas uterinos que dificultam uma gravidez. Além disso, existe também um risco das mulheres  mais velhas sofrerem uma diminuição ou até mesmo uma completa depleção do seu estoque de óvulos antes de constituir a sua prole.

Há consenso na comunidade científica de que a partir dos 35 anos a mulher  entra em um período crítico, marcado pelo constante e progressivo declínio da sua capacidade reprodutiva. Porém, cabe ressaltar que esta idade se refere a uma média e por isso, pode acontecer de mulheres mais jovens já apresentar em forma assintomática, portanto oculta, diminuição da sua reserva ovariana.

Para avaliar melhor este cenário, A Nilo Frantz  Medicina Reprodutiva fez um levantamento de dados no período compreendido entre 2015 e 2016 e obteve resultados preocupantes.

Foram analisadas as dosagens de hormônio anti-Mülleriano de 505 mulheres. Este exame de sangue é considerado a mais precisa ferramenta para avaliar a reserva ovariana, ou seja, o estoque de óvulos remanescentes nos ovários de uma mulher em idade reprodutiva.

A pesquisa mostrou que 16,4% apresentavam uma moderada redução do estoque de óvulos e que outros 10,5% tinham uma acentuada diminuição. Logo, foi possível verificar que 26,9%, ou seja, uma em cada 4 mulheres têm o estoque de óvulos abaixo do esperado para a sua idade, mesmo sendo saudáveis e sem apresentar qualquer tipo de sintoma como alterações do ciclo menstrual.

Clinica Check up da fertilidade
06/02/2019

As pessoas estão acostumadas a fazer anualmente um check up da saúde, mas poucos sabem da importância de fazer o check up da fertilidade . Mesmo que ter  filhos seja um plano lá para o futuro, é importante que homens e mulheres acompanhem desde cedo seu potencial reprodutivo para não serem pegos de surpresa mais tarde. Uma avaliação periódica pode evitar problemas, detectar doenças tratáveis e ajudar pacientes a se planejarem para o momento que decidirem se tornar pais.

 

O Dr. Marcelo Ferreira, especialista da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva explica a importância do check up da fertilidade:

 

1) O que é Check up da fertilidade?

É uma avaliação completa para verificar e acompanhar o potencial reprodutivo  de homens e mulheres para que estejam aptos a gerar um filho quando assim decidirem.

A postergação da maternidade já é uma realidade do mundo moderno,  percebemos que as mulheres estão pensando em ter filhos cada vez mais tarde. A gravidez tardia é possível mas necessita ser planejada já que após os 35 anos a fertilidade cai e as dificuldades podem aumentar.

 

2) Como funciona o check up da fertilidade para homens e mulheres?

O check up da fertilidade começa com uma consulta com o médico,  ginecologista para mulheres e urologistas para os homens. Nesta conversa  o médico vai conhecer melhor o paciente, saber seu  histórico familiar,  estilo de vida, se há hábitos como alcoolismo ou tabagismo. Ele também vai verificar se há presença de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, etc.

No caso da mulheres a avaliação vai verificar também se há sinais de endometriose, ovários policísticos, infecções pélvicas e DSTs que podem comprometer a fertilidade.  A idade e reserva ovariana também são questões  determinantes quando se fala em reprodução.

No caso dos homens, existe a preocupação com possíveis infecções, se houve problemas com os testículos no nascimento, problemas urológicos, caxumba, medicações.

A profissão também pode ser um fato relevante quando se avalia o homem. Atividades que expõe o homem a uma temperatura muito alta, perto de fornos por exemplo, pode prejudicar os testículos  e assim afetar sua fertilidade .

Um dos principais exames do check up masculino é o espermograma que faz uma analise do sêmen,  avalia a quantidade, a concentração, motilidade e a forma.

 

3) O que é  reserva ovariana?

O termo reserva ovariana é usado para expressar a quantidade  de óvulos que a mulher tem nos ovários. É um termo cunhado inicialmente para a reprodução assistida e que hoje se extrapola para uma avaliação mais geral da mulher.

Existem dois marcadores que avaliam a reserva ovariana:  contagem de folículos antrais , exame feito através de ecografia que mostra o número de folículos nos ovários,  e  o anti-mülleriano , exame de sangue que também faz a contagem do número de folículos onde estão os óvulos.

Estes dados são determinantes pois a curva da reserva ovariana vai decrescendo com o avanço da idade, ou seja, o número de óvulos diminui com o passar dos anos. Então a mulher  que quer engravidar com uma idade mais avançada tem que ter a “sorte biológica” de estar acima da média na questão reserva ovariana.

 

4) O fator genético influência de alguma forma  o potencial reprodutivo? Se a avó e a mãe de um mulher engravidaram facilmente aos 35 anos significa a ela também  não terá  dificuldades?

Sim , existe uma correlação biológica não absolutamente linear entre a mãe e a filha. Uma das perguntas que a gente sempre faz quando está avaliando uma mulher que quer engravidar é em que idade a mãe dela entrou na menopausa.

Mães que entraram cedo na menopausa podem ter filhas que também  tenham uma vida reprodutiva abreviada.

Então, se eu avalio uma  mulher e vejo que ela já tem uma reserva ovariana diminuída  e ela me diz que a mãe entrou em menopausa cedo sem ter passado por nenhuma intervenção como ligadura de trompas, cirurgia em ovários, a fisiologia desta mãe me diz que o mesmo pode ocorrer com a filha. Assim temos que ficar ainda mais atentos com esta paciente. Se ela postergar muito a maternidade talvez pague um preço caro. É preciso contextualizar cada  mulher na  sua biologia.  Embora a vida moderna tenha mudado o comportamento das mulheres, a fisiologia do ovário não acompanhou esta mudança, e não existe botox para ovário.

 

5)No quesito idade, o homem tem uma fertilidade maior do que a mulher?

Sim, no fator idade o homem é mais fértil do que a mulher, mas o mito existente é que ele vai seguir fértil para sempre no mesmo patamar de quando era jovem, o que não é verdade.

A mulher, por volta dos 35 anos tem a metade da fertilidade que tinha aos 25 anos. O homem por volta dos 60, 65 anos tem a metade da fertilidade que tinha aos 40. Ou seja, existe sim um declínio mas esta curva é mais tardia .

 

6) A partir de que idade a mulher pode congelar óvulos? É importante para quem vai se submeter a uma quimioterapia preservar sua fertilidade?

O congelamento de óvulos é  uma alternativa para quem quer postergar a chance de engravidar mais tarde.  Quanto mais jovem for a mulher, melhor a chance que ela  tem de engravidar com seus óvulos congelados. O ideal é que isto seja feito  antes dos 35 anos, mas o quanto antes melhor . A partir desta idade ainda podemos congelar óvulos,  mas as chances de uma gravidez vão decrescendo.

 

7) Quanto tempo os óvulos podem ficar congelados ?

Os óvulos podem ficar congelados por tempo indeterminado. Não existe hoje um tempo limite.

 

8) Uma mulher que tem óvulos congelados e entra na menopausa ainda pode ter filhos com esses óvulos?

Sim, pode. Na menopausa ela não tem mais óvulos , mas ainda tem útero que pode ser preparado para receber um embrião. Neste caso o óvulo será descongelado, fertilizado com o esperma do parceiro (ou de banco de espermas) e o útero preparado para receber o embrião.

Clinica Exemplos que inspiram
23/01/2019

Você sabe o que Michelle Obama, Kim Kardashian, Karina Bacchi e Ivete Sangalo têm em comum? Todas elas recorreram à reprodução assistida para gerarem seus filhos.

 

A ex-primeira-dama americana fez Fertilização in Vitro (FIV) para formar a família. 

Michelle Obama e suas filhas

A Kim Kardashian, depois de ter dois filhos naturais, descobriu um problema de saúde e recorreu ao útero de substituição para o seu terceiro e quarto filho.

Kim Kardashian e sua filha Chicago

Já Karina Bacchi, usou a medicina reprodutiva para uma produção independente, com a ajuda de um banco de espermas.

Karina Bacchi e seu filho Enrico

E a cantora baiana, recentemente teve gêmeas geradas a partir de métodos de reprodução assistida.

Ivete Sangalo grávida

 

Assim como elas, milhares de pessoas têm dificuldades para formar suas famílias. Graças aos avanços da medicina reprodutiva mulheres com idade avançada, pessoas com problemas de infertilidade, casais homoafetivos, produções independentes, entre outros, encontram  caminhos para ter um filho.

 

A Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, um dos maiores centros de reprodução assistida do Brasil, investe constantemente em tecnologia, pesquisa e profissionais altamente qualificados para transformar todos estes sonhos em realidade.     

Clinica Qual o real impacto na fertilidade em mulheres a partir dos 30 anos?
16/01/2019

Todo mundo já percebeu, ou pelo menos deveria. A mulher mudou! Este processo que vem acontecendo lentamente ao longo dos últimos 60, 70 anos trouxe importantes conquistas para o mundo feminino e promoveu uma verdadeira revolução de costumes. A mulher saiu de casa e foi à luta, entrou no mercado de trabalho, conquistou seu espaço e passou a investir na carreira profissional. 

Paralelamente surgiram os anticoncepcionais práticos e eficientes que deram maior autonomia às mulheres e assim ficou mais fácil decidir “se” e quando querem ter filhos. 

Mudaram as prioridades! Muitas mulheres passaram a buscar primeiro sua formação profissional, a estabilidade econômica e afetiva. Elas querem estudar, viajar, comprar um imóvel antes de pensar em formar uma família.

 

Os dados do censo do IBGE de 2010 retratam bem este novo cenário: as brasileiras estão tendo menos filhos e mais tarde. A pesquisa mostra que aumentou o número de mulheres com mais de 30 anos que estão engravidando pela primeira vez, e quanto maior a escolaridade e a renda, menos filhos e mais tarde.

 

Como esta mudança comportamental afeta as reais possibilidades de uma gestação tardia? Como se comporta a fertilidade feminina?

 

Para entender estas questões é preciso lembrar primeiro de algumas características fisiológicas. As meninas já nascem com um “estoque” de folículos ovarianos (óvulos), cerca de 2 milhões, que vão sendo consumidos com o passar do tempo. Quando atingem a puberdade essa quantidade diminui para cerca de 400 mil. Aos 30 anos, o número de folículos já passou para 65 mil, aos 37 anos chega aos 25 mil e aos 40 anos de idade já é de apenas 8 mil. Isso quer dizer que com a idade cai drasticamente a quantidade de óvulos, e mais do que isso, cai também a sua qualidade dificultando muito as chances de uma gestação natural.

 

Estudos mostram que em média a fase mais fértil de uma mulher é entre os 20 e 30 anos. Por volta dos 35 anos diminui pela metade as chances de uma mulher engravidar. Este declínio é progressivo com o passar dos anos e aos 45 a fertilidade natural é de aproximadamente 1% .

 

É importante ressaltar que outras complicações podem surgir com a idade e que também afetam diretamente a fertilidade feminina como a endometriose, infecções e os reflexos de maus hábitos de vida relacionados ao fumo, álcool, dieta alimentar, peso e stress. Ou seja, a idade não é uma aliada da fertilidade feminina. Com o passar dos anos cresce também o risco de aborto, de síndromes genéticas e de complicações nas gestações.

 

Então, como a medicina reprodutiva pode ajudar nos casos de infertilidade?

 

Antes de mais nada é preciso haver uma investigação minuciosa que leve a um diagnóstico preciso, e a partir disto, às possibilidades de tratamento. Entre os eles, mais comuns são a Inseminação intra-uterina e a Fertilização in vitro – quando ocorre a retirada dos óvulos, a fecundação (óvulo-espermatozóide) que origina os embriões que posteriormente são transferidos para o útero da mãe. 

 

Graças aos avanços da ciência e das técnicas do tratamento de fertilização in vitro, muitas mulheres conseguem realizar o sonho de ser tornar mãe.

 

No entanto, a idade feminina também é um limitador importante do potencial reprodutivo, mesmo na reprodução assistida com a utilização de óvulos próprios. Em muitos casos, recorrer a óvulos doados pode ser a única alternativa para uma mulher de idade mais avançada conseguir engravidar, mas este fato ainda é muito pouco divulgado. A realidade mostra que com 42 anos, a chance de engravidar naturalmente é de aproximadamente 7%, com a fertilização in vitro com óvulos próprios, de 15% e com óvulos doados, de 65%.

 

A mídia costuma noticiar casos de gestações de mulheres com idades  entre 40 e 50 anos, especialmente de pessoas conhecidas, “celebridades”.  Embora felizmente existam muitos casos de sucesso, isso pode causar uma impressão errada de que a gestação pode ocorrer a qualquer hora. 

 

Então, o que está faltando? Informação Adequada! 

 

Muitas mulheres sabem muito pouco sobre seu sistema reprodutivo. Elas têm uma vaga preocupação com o declínio da fertilidade, mas não sabem exatamente quando e em que velocidade isso ocorre. Outras acham que são férteis até a menopausa ou acreditam, equivocadamente, que reprodução assistida pode reverter o relógio biológico.

 

É fundamental que as mulheres conheçam mais sobre seus corpos e suas possibilidades, que conversem com seus médicos para acompanhar de perto a questão da sua fertilidade. Exames que avaliam a reserva ovariana, como hormônio anti-Mulleriano e a ecografia com contagem de folículos são ferramentas úteis que podem verificar individualmente o potencial reprodutivo de cada mulher.

 

Por outro lado, procedimentos “preventivos”, como o congelamento de óvulos, realizado enquanto a mulher ainda é jovem e fértil (preferencialmente antes dos 35 anos) podem preservar a chance de engravidar no futuro, quando a mulher estiver estabilizada econômica e afetivamente.

 

A autonomia da mulher em adiar a maternidade precisa ser respeitada, porém esta deve ser uma escolha livre, baseada no adequado conhecimento dos seus limites naturais e do real potencial da medicina reprodutiva.

 

 

Fonte: Dr. Marcelo Ferreira – Mestre em Ciências Médicas pela URFGS, Especialista em Medicina Reprodutiva da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva. 

Clinica Saiba como o estado nutricional e estilo de vida interferem na fertilidade
09/01/2019

Aproximadamente 16% dos casais apresentam problemas de fertilidade e sabemos que o estado nutricional e o estilo de vida podem causar grande influência, tanto no fator feminino quanto masculino. O conjunto de hábitos e práticas diárias, como elevado consumo de bebida alcoólica, cigarro, falta de exercícios físicos e consumo alimentar inadequado, pode afetar a saúde reprodutiva de ambos.

Essas situações podem ocasionar alterações no funcionamento do sistema reprodutor e interferir negativamente.

Uma dieta nutricionalmente pouco adequada, com baixa digestão de vitaminas e minerais antioxidantes, está fortemente associada a resultados indesejados para a fertilidade. 

 

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Mais de 10% dos casos de infertilidade são atribuídos ao excesso ou à falta de peso.O excesso de peso pode ter impacto negativo nos ovários, onde os óvulos são produzidos, bem como no endométrio, onde são depositados os óvulos fertilizados. Também favorece o surgimento de diabetes gestacional e hipertensão.

Vários estudos também comprovam que homens acima do peso têm espermatozóides de pior qualidade, problema que se agrava quando a pessoa passou dos 40 anos.

 

O CASAL DEVE INSERIR NA DIETA

Alimentos antioxidantes e anti-inflamatórios como vegetais alaranjados e verdes escuros, frutas vermelhas, abacate coco, oleaginosas,  pouco carboidrato sem glúten, gorduras boas diariamente, biomassa de banana verde (favorece a microbiota intestinal), curcuma e água.

 

O CASAL NÃO DEVE SAR

Alimentos inflamatórios e oxidantes. Devem evitar soja e derivados, linhaça, açúcar, doces, refrigerantes, sucos, bebida alcoólica (princ cerveja e chopp), café, chimarrão em excesso, margarinas, óleos vegetais, glúten, industrializados, temperos em cubos, agrotóxicos, gordura trans, carnes processadas

 

O SOL 

Estudo belga, apresentado em junho de 2015, no Encontro Anual da Sociedade Europeia de Saúde Reprodutiva, em Lisboa, mostrou que a luz do sol beneficia a fertilidade. Expor-se ao sol frequentemente aumenta em um terço as chances de engravidar.

Os efeitos benéficos do sol podem estar relacionados à melatonina, hormônio estimulado pelo sol, que exerce influência nos ciclos reprodutivos, e também pela vitamina D, que afeta a qualidade dos óvulos.

O estudo sugere que pacientes em tratamento para a fertilidade se beneficiam expondo-se ao sol, um mês antes de começar a estimulação ovariana.

 

VITAMINA D

A vitamina D tem as ações conhecidas de regulação do cálcio e de mineralização dos ossos, no entanto, também existem evidências de sua ação benéfica na fertilidade feminina. A vitamina D é um hormônio esteróide e aproximadamente 80 a 90% é produzida na pele após a exposição solar. Uma pequena quantidade da vitamina D total também é derivada da dieta e/ou suplementos.

A deficiência da vitamina D é mais existente nas mulheres em idade reprodutiva, causada pela obesidade, estilo de vida e redução da exposição ao sol.
Estudos recentes têm evidenciado que a reposição da vitamina D pode ser benéfica nos processos reprodutivos.

É importante a avaliação dos níveis de vitamina D e, se necessário, a reposição, para aumentar o potencial reprodutivo. Estudos têm demonstrado ação benéfica da vitamina D na fertilização in vitro, na síndrome dos ovários policísticos, na melhora da reserva ovariana, na endometriose, na dismenorreia primária e nos miomas uterinos.

Boas fontes de vitamina D:   gema de ovo, manteiga 

 

ÁLCOOL, CIGARRO E OUTRAS DROGAS

O consumo de álcool, cigarros e drogas diminuem consideravelmente as chances de gerar um bebê, além de prejudicar a saúde como um todo, por isso o ideal é adotar tolerância zero com relação a essa substâncias,

Casais em tratamento de fertilização são altamente aconselhados a adotar hábitos de vida mais saudáveis, já que as centenas de substâncias presentes no cigarro e nas bebidas alcoólicas aumentam o estresse oxidativo sistêmico, piorando a qualidade dos óvulos e dos espermatozóides.

 

CERVEJA PODE DIMINUIR OS NÍVEIS DE TESTOSTERONA

O lúpulo, um dos ingredientes usados na fabricação da cerveja, é considerado muito estrogênico. Uma pesquisa mostrou que o consumo de duas latas por dia pode diminuir os níveis de testosterona.

 

CAFÉ

Estudo apresentado no Congresso Anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva – ASRM, em outubro 2014, no Havaí mostrou que beber muito café forte pode reduzir radicalmente a fertilidade masculina.

Os homens que beberam duas ou mais xícaras de café forte por dia tiveram somente uma chance em cinco, de se tornarem pais através da fertilização in vitro. No entanto, para os que beberam menos de uma xícara por dia, as chances subiram para 52%.

Os pesquisadores acreditam que a cafeína pode prejudicar o espermatozóide em nível molecular.

Uma xícara de café expresso contém cerca de 100mg de cafeína. Os homens que beberam 265mg ou mais tiveram menores chances de se tornarem pais.

O estudo analisou 105 homens com idade média de 37 anos, cujas parceiras foram submetidas à fertilizaçãoin vitro no Hospital Geral de Massachusetts, Boston, entre 2007 e 2013.

O fato de que o consumo de cafeína no parceiro masculino pode diminuir os resultados na fertilização in vitro é intrigante e são necessários mais estudos, afirmam os pesquisadores.

 

STRESS

Está comprovado que o estresse está intimamente relacionado ao excesso de radicais livres que, por sua vez, têm impacto negativo sobre o DNA, lipídios e proteínas. Piora a qualidade dos óvulos e do sêmen, dificultando a gravidez.

Por isso, quando o casal decide recorrer à Fertilização Assistida para engravidar é fundamental manter uma postura otimista e livre de estresse.

Recorrer a terapias alternativas para equilibrar o emocional (acupuntura, ioga, massagens terapêuticas) é bastante indicado.

 

SONO

O útero tem seu próprio relógio biológico que precisa estar sincronizado com o relógio biológico do corpo da mulher para criar condições ideais ao crescimento e desenvolvimento fetal. O sono é considerado parte essencial dessas condições ideais.

Estudos mostram que a incapacidade de sincronização pode explicar pelo menos em parte por que algumas mulheres têm dificuldade em seguir com a gravidez durante os nove meses.

A falta de sincronização ‘desliga’ os genes do relógio biológico em células que revestem o útero – podendo comprometer a gravidez.

Por isso, quem quer engravidar tem de cuidar muito bem das horas de sono, permitindo ao corpo descansar e se regenerar completamente de um dia para o outro.

 

EXERCÍCIOS

O ideal é que o casal escolha um esporte que possa praticar junto, de forma prazerosa. Combater o sedentarismo é uma das grandes decisões de quem não pratica exercício algum, já que traz muitos benefícios emocionais e físicos.

 

TABACO

Estudo americano mostra que fumantes passivas e ativas expostas a altas concentrações de tabaco podem enfrentar problemas para engravidar e, inclusive, entrar na menopausa antes mesmo de chegar aos 50 anos.

A  prevalência de infertilidade em fumantes é maior do que em não fumantes.

Assim como algumas drogas ilícitas, o fumo tem o poder de retardar a gestação, antecipar a menopausa e aumentar as alterações menstruais.

Pode causar também: destruição folicular, alteração das características fisiológicas tubárias, alteração nas taxas hormonais, interferência na gametogênese e fertilização, bem como dificuldade na implantação do óvulo – uma vez que o endométrio também sofre agressões.

Clinica Verão: Alimentação e Fertilidade
19/12/2018

O verão, assim como as outras estações do ano, fornece uma vasta variedade de alimentos naturais, ricos em componentes nutricionais e que têm uma grande importância para a saúde das pessoas, especialmente para quem quer engravidar.  Sabe-se que uma alimentação correta  potencializa  a fertilidade espontânea e afeta positivamente os tratamentos de reprodução assistida.

De acordo com cada região, temos os mais variados tipos de frutas, verduras, legumes e peixes. Alimentos estes, que são mais leves e facilitam a digestão em dias quentes, têm propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, e são ricos em fitoquímicos, que favorecem a saúde das células, como os gametas femininos e masculinos (óvulos e espermatozóides).

Em qualquer estação do ano, sempre que possível, deve-se escolher alimentos orgânicos, frescos e variar por cores, pois cada uma concentra um nutriente diferente. Deve-se dar preferência às frutas in natura, que são ricas em fibras e saciam mais. No verão, encontramos com facilidade as frutas vermelhas, como o mirtilo, amora, cereja e framboesa, que têm menos calorias e são ricas em nutrientes.

Como é uma estação quente, precisamos estar atentos também à hidratação do corpo, e a melhor opção é sempre a água. Pura ou com folhas de hortelã que é refrescante, ou com frutas em rodelas como o limão, a laranja ou grãos de romã, que dão uma cor e sabor especial, tornando-a mais atrativa.

Também nesta época do ano, é fácil encontrar a água de coco na forma natural, que é rica em vitaminas e minerais, tem baixa caloria e é uma excelente forma de hidratar. Alguns chás gelados, sem adoçar, também são boas opções, e não interferem na fertilidade, como a camomila que é anti-inflamatória e a hortelã, que ajuda no processo digestivo. Os smoothies, bebidas refrescantes, também são bem adequados no verão. Feitos à base de frutas combinadas, adicionados de iogurte natural, sorvete de frutas sem açúcar ou leite de coco ou de amêndoas. O verão combina com refeições leves, de fácil digestão atividades físicas ao ar livre.

Clinica Homens e mulheres cadeirantes podem se tornar pais?
24/10/2018

De forma geral as mulheres cadeirantes que não possuem problemas de fertilidade, podem engravidar naturalmente. Entretanto, se for diagnosticado algum problema de infertilidade, ela tem a opção de recorrer aos tratamentos de reprodução assistida.

É preciso salientar que a gestação de uma cadeirante deve ser acompanhada  bem de perto por uma equipe médica, pois além de enfrentar os desafios de uma gestação,  a paciente pode necessitar de cuidados especiais  relacionados a sua condição.

Os homens que estão em cadeiras de rodas também podem se tornar pais, Dependendo da causa que o tornou cadeirante (membros amputados, traumas na medula ou doenças)  ele pode engravidar a parceira de forma natural  ou através de tratamento de reprodução assistida.

Quando é necessário recorrer à fertilização in vitro, a coleta de espermatozóide é realizada por meio de algumas técnicas, como punção direta do epidídimo ou do testículo entre outras.

 Em ambos os casos é necessário uma avaliação completa para decidir o melhor caminho de se ter um filho.

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