Aborto de repetição: o que é e como posso tratá-lo?

Aborto de repetição: o que é e como posso tratá-lo?

A ocorrência de sucessivos abortos pode ser causada por diversos motivos. Para avaliar os motivos que possam levar à essa condição, é necessário fazer uma avaliação do casal, exames médicos e uma análise do histórico familiar e clínico de cada um dos cônjuges.

A ocorrência de um aborto é uma experiência traumática, que pode conduzir à sintomas como depressão e ansiedade e, por isso, as mulheres que sofrem de abortos seguidos, também devem ser devidamente acompanhadas por um psicólogo.

Pensando nisso, preparamos este artigo para que você conheça o que é o aborto de repetição e quais os tratamentos disponíveis.

Boa leitura!

Principais causas do aborto de repetição

Como mencionamos no tópico anterior, as causas do aborto de repetição variam de caso para caso. Entre as principais causas, estão:

Alterações genéticas

A causa mais comum de aborto espontâneo antes das 10 semanas de gravidez, são as anomalias cromossômicas fetais, sendo que a probabilidade de ocorrerem aumenta com a idade da mãe. Entre as anomalias mais comuns, estão a trissomia, poliploidia e monossomia do cromossoma X.

Anomalias anatômicas

Outra causa do aborto de repetição são as anomalias uterinas, como malformações müllerianas, miomas, pólipos e sinéquias uterinas.

Nesse sentido, as mulheres que sofrem de aborto de repetição, devem realizar um exame da cavidade uterina, através de ecografia pélvica com sonda transvaginal 2D ou 3D e histerossalpingografia, de modo a identificar e localizar o problema.

Alterações endócrinas ou metabólicas

Algumas alterações endócrinas ou metabólicas também podem estar associadas à origem de abortos. Entre as principais, estão:

Mulheres com diabetes não controlada têm mais chances de perda e malformação fetal. 

Mas, vale lembrar que se a diabetes estiver contida, ela não é considerada um fator de risco para abortos.

Mulheres com distúrbios da função tiroideia não controlada, têm mais chances de sofrer de um aborto espontâneo.

A prolactina é um hormônio que possui um papel fundamental durante a gestação. Quando o seu nível está descontrolado, isto é, muito baixo ou muito alto, o risco de aborto espontâneo é maior.

A síndrome do ovário policístico tem sido associada a um risco aumentado de aborto espontâneo, mas ainda não se sabe ao certo qual o mecanismo que está envolvido. 

Aliás, aqui no blog, temos um artigo falando sobre a relação da síndrome do ovário policístico com a infertilidade

A obesidade pode aumentar significativamente o risco de aborto espontâneo no primeiro trimestre.

O corpo lúteo consiste numa estrutura localizada no ovário da mulher e que se forma a partir do folículo, de onde é liberado o ovócito na ovulação. 

Ele é essencial para que a implantação seja bem-sucedida e para a manutenção da gravidez na sua fase inicial, principalmente, devido à sua função de produzir progesterona. 

Alterações na produção de progesterona também podem levar à ocorrência de um aborto espontâneo.

As trombofilias são doenças que provocam alterações na coagulação do sangue e que aumentam as chances de formar coágulos sanguíneos e causar tromboses, que podem impedir a implantação do embrião no útero ou provocar abortos. 

Geralmente, as trombofilias não são detectadas em exames de sangue comuns, o que reforça a necessidade de consultar um especialista que possa realizar exames específicos para identificar as causas exatas de estar ocorrendo o aborto de repetição.

Quando ocorre a gravidez, num primeiro momento, o embrião é considerado um corpo estranho pelo organismo da mãe. Por esse motivo, o sistema imune materno precisa se adaptar para não rejeitar o embrião. 

No entanto, em alguns casos, isto não acontece, levando à ocorrência de abortos ou à dificuldade para engravidar.

Para diagnosticar esse tipo de condição, podem ser realizados exames específicos de pesquisa imunológica. 

Além disso, o consumo de álcool e tabaco também podem estar associados ao aborto de repetição, uma vez que influenciam negativamente na gravidez 

Como tratar?

Infelizmente, alguns casos de abortos repetidos podem não ter explicações, mesmo depois de todos os exames mencionados terem sido realizados. 

Nesses casos, uma possibilidade para se atingir o sucesso de uma gravidez saudável, é a Fertilização in vitro acompanhada de biópsia embrionária, para diagnóstico de alterações cromossômicas do embrião (PGT-A – Teste Genético Pré-Implantacional para Aneuploides), para que só os embriões saudáveis sejam transferidos para o útero, diminuindo as chances de aborto de repetição.

Por fim, vale ressaltar que a melhor opção de tratamento deve ser proposta por um especialista, após diagnóstico rigoroso. 

Relembrando alguns tópicos

Como vimos ao longo do post, são vários os motivos que podem levar ao aborto de repetição.

A condição pode ser causada por fatores genéticos, alterações fisiológicas, hormonais e até mesmo por hábitos de vida prejudiciais à saúde, como o consumo de tabaco e álcool.

Apesar de existirem diversos fatores que possam levar ao aborto de repetição, é importante ressaltar que, atualmente, existem métodos de diagnóstico e tratamentos que podem ajudar os casais com problemas de infertilidade a realizarem o sonho de ter um filho.

Para isso, consulte um especialista em reprodução humana, que é o profissional mais capacitado para avaliar a situação e propor a melhor solução.

Se você achou que o nosso post ajudou você a saber mais sobre o aborto de repetição e como tratá-lo, clique aqui e conheça as melhores técnicas de medicina reprodutiva do Brasil.

O nosso compromisso maior é gerar possibilidades para a vida.

Autor: Dr. Marcelo Ferreira - CRM 16677
Publicado há 1 mês

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