Embriologia Parentalidade além do DNA: contribuição epigenética e ambiental
26/11/2018

O desenvolvimento embrionário, assim como o fetal e o adulto, ocorre a partir da coordenação de eventos biológicos com base no genoma, que é o conjunto de todos os genes de um indivíduo sob a forma da sequência de DNA. Os genes são herdados a partir do óvulo e do espermatozóide, entretanto, a expressão Gênica, ou seja, a maneira como eles são expressos é que vai moldar o ser humano em uma infinidade de aspectos.

Uma  das principais preocupações das mulheres que recorrem a óvulos doados para o tratamento de Fertilização In Vitro frequentemente é a impossibilidade de transmitir ao filho  suas características pessoais, entretanto, diversos estudos têm demonstrado que a epigenética e o ambiente de criação têm papeis fundamentais na herança, nos comportamentos  e nos vínculos que se estabelecem no contexto das novas configurações familiares.

A Epigenética, estudo de modificações da expressão gênica sem desencadear alterações da sequência de DNA, mostra que essas mudanças podem ser transmitidas para as gerações futuras. Inclusive já está comprovado que o ambiente intra-uterino durante a gestação pode promover essas modificações epigenéticas e assim, mães que passaram por ovodoação tendem a deixar marcas únicas e duradouras no bebê que gestam. Essas mudanças podem se manifestar de diversas formas ao longo da vida, desde modificações no comportamento social, no QI e até mesmo influenciar o padrão alimentar dos indivíduos.

Além das heranças genéticas e epigenéticas,  o ambiente de criação também é um fator decisivo no desenvolvimento adequado de características sociais e cognitivas das pessoas. As crianças absorvem muitos comportamentos do ambiente familiar e das pessoas com quem convivem.

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