Clinica Como avaliar se as trompas estão normais ou não?
26/04/2018
Basicamente existem 2 métodos diagnósticos capazes de verificar a funcionalidade das trompas uterinas: Histerossalpingografia: exame radiológico realizado por Hospitais e clínicas de diagnóstico por imagem que, após a introdução de um líquido de contraste radiopaco, permite a visualização e a documentação da passagem do mesmo pelo aparelho reprodutivo, simulando o trajeto percorrido pelo sêmen. Através da histerossalpingografia analisa-se o canal cervical, a cavidade do útero, a permeabilidade das trompas e a dispersão do contraste no abdome.
Trata-se de um exame de difícil interpretação, muitas vezes variando muito o diagnóstico emitido de profissional para profissional. Outra limitação é o não seguimento dos corretos preceitos técnicos para a sua correta realização. As queixas de desconforto ou dor por parte das pacientes submetidas a este exame não são raras. Apesar disto, ainda hoje consiste em um exame muito solicitado para a avaliação do fator tubário.

Vídeolaparoscopia: exame realizado em ambiente hospitalar que, sob anestesia geral, permite visualizar através de imagens o interior do abdome e identificar a anatomia do aparelho reprodutivo. É o exame mais preciso para avaliar a integridade das trompas e diagnosticar uma série de anormalidades, como é o caso da endometriose. Trata-se de um exame realizado em ambiente hospitalar e que requer anestesia geral.

Clinica Vale a pena operar as trompas?
25/04/2018
Após a cirurgia, a trompa freqüentemente volta a ficar permeável, mas não consegue ter o mesmo desempenho (normalidade anatômica e funcional) que apresentava antes. Por este motivo, muitas vezes a repermeabilização das trompas ocorre, mas a gestação não. Existe também a possibilidade de ocorrer, em um curto intervalo, nova obstrução, desta vez por fibrose (cicatrização) e um risco maior de gestação ectópica (tubária).
No passado, quando as taxas de sucesso com a fertilização in vitro (FIV) eram bem mais baixas, muitas vezes optava-se pela cirurgia. Hoje em dia, com melhores resultados através da FIV, cada vez menos se realiza a cirurgia tubária. Esta ainda encontra seu espaço nos casos em que a mulher é bem jovem e o casal não tem recursos para custear a FIV. Importante salientar que após a realização da cirurgia faz-se necessário aguardar vários meses ou, até mesmo, alguns poucos anos para verificar se a gravidez ocorre ou não. O surgimento de uma gestação é única prova efetiva de que o tratamento cirúrgico de desobstrução das trompas realmente foi efetivo.
Clinica Como ficar sabendo se tenho endometriose?
25/04/2018
Existem alguns exames chamados não-invasivos que levantam a suspeita da presença de uma endometriose. Um dos mais utilizados é a ultra-sonografia (ou ecografia). Trata-se de método diagnóstico freqüentemente solicitado e que tem a capacidade de detectar cistos de endometriose (endometriomas), principalmente quando medem mais que 1,0 cm e se situam no ovário. O espessamento e/ou a invasão de órgãos acometidos, como é o caso da bexiga e do intestino, podem também ser verificados. Mais recentemente a ressonância magnética vem sendo solicitada como método de imagem útil para o diagnóstico e o estadiamento da doença, sobretudo nos casos de endometriose do septo reto-vaginal (chamada no passado de endometriose profunda).
Níveis sanguíneos elevados do marcador Ca 125 também podem reforçar a suspeita da existência de endometriose. Entretanto, este exame poder ter seus níveis alterados na vigência de outras alterações, apresentando assim uma baixa especificidade. Dentre as formas atualmente disponíveis para se diagnosticar a endometriose nenhum é tão preciso quanto a vídeolaparoscopia, sendo por isto considerada como o “padrão ouro” para o seu diagnóstico. Realizada em ambiente hospitalar e sob anestesia geral a vídeolaparoscopia (ou simplesmente a “vídeo”) permite a detecção e o tratamento através da cauterização de focos, da ressecção de endometriomas ou simplesmente desfazendo cicatrizes (lise de aderências). A análise microscópica dos fragmentos biopsiados ou retirados confirma o diagnóstico histopatológico da doença.
Clinica Quais são os sintomas da endometriose?
25/04/2018
O sintoma mais freqüente é a dismenorréia progressiva, ou seja, a dor associada ao período menstrual que com o passar do tempo tem a sua intensidade gradativamente aumentada. A dor no baixo ventre (dor pélvica) também é comum, sendo muitas vezes desencadeada ou agravada no momento das relações sexuais (dor conhecida como dispareunia). Entretanto, é grande o número de mulheres afetadas pela endometriose que não apresentam qualquer tipo de queixa.
Não raro o diagnóstico se dá justamente no momento em que o casal está buscando uma explicação do motivo pelo qual não está conseguindo engravidar. A classificação da doença tem pouca correlação com a dor da paciente. Mulheres com apenas pequenos focos de endometriose podem referir acentuado desconforto, enquanto portadoras de graus severos podem ser completamente assintomáticas.
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