Nos últimos 3 anos o total de crianças nascidas com o auxílio do tratamento de fertilização in vitro (FIV) passou de 5 milhões, em 2012, para mais de 6 milhões em 2015.

Esta informação foi divulgada na edição de setembro da “Focus on Reproduction” revista da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE, na sigla em inglês). O estudo levou em conta dados do Comitê Internacional para Monitoramento de Tecnologias de Reprodução Assistida (ICMART), que estima, em média, o nascimento de 430 mil bebês ao ano, frutos de 1.6 milhão de ciclos de fertilização em laboratório em todo mundo.

Oficialmente, o Japão é o país com o maior número de ciclos anuais, sendo que no último levantamento realizado em 2011, foram registrados 268.255 casos. Em segundo lugar estão os Estados Unidos com 142.325 ciclos. Estes 2 países somados aos países europeus totalizam quase 70% das fertilizações realizadas no mundo.

No Brasil, não se sabe ao certo quantas crianças já nasceram depois da paranaense Anna Paula Caldeira, fruto de tratamento realizado em São José dos Pinhais em 1984. No entanto, segundo dados de 2012 da Rede Latino-americana de Reprodução Assistida (REDELARA) , 45% dos ciclos de FIV da América Latina provém de clínicas e hospitais brasileiros. A Argentina vem em segundo lugar com 23% e o México em terceiro com 12% do total de ciclos de FIV.

Conforme Nilo Frantz, médico responsável pela primeira gestação do Brasil após a maturação de óvulos em laboratório, o número de ciclos de FIV aumentou em mais de 100% entre 2011 e 2014 no território brasileiro. Marcos Höher, também especialista em Medicina Reprodutiva, salienta que apesar de um maior número de casais realizar o tratamento, pois os mesmos se tornaram mais acessíveis ao longo da última década, ainda existe uma demanda reprimida.

Dr. Marcos Höher
Reprodução Humana