Duas gestações estão em andamento no Rio Grande do Sul com uma técnica pioneira de fertilização em laboratório, que teve o primeiro bebê do país nascido na última segunda-feira em Porto Alegre. Ontem, o procedimento foi explicado pelo médico responsável pela aplicação, Nilo Frantz, no auditório do Hospital Moinhos de Vento, onde aconteceu o parto da menina Nicole Vitória.

A técnica, denominada Maturação in Vitro dos Oócitos – ou Óvulos (IVM), elimina a necessidade de estimulação hormonal e tem indicação, em um primeiro momento, a pacientes com ovários policísticos, que apresentam dificuldades para ovular. O diferencial da nova técnica está em sua maior simplicidade. ‘O procedimento é mais prático para a paciente e diminui os níveis de estresse e ansiedade’, disse Frantz.

Enquanto na fertilização in vitro tradicional (que envolve o uso de remédios para induzir a ovulação durante dez ou 12 dias, com acompanhamento periódico) a maturação dos óvulos acontece no organismo da paciente, na IVM o processo é feito em laboratório e leva dois dias. A fertilização e introdução do pré-embrião no útero seguem as técnicas clássicas.

Segundo Frantz, a técnica é indicada apenas para casos especiais, sobretudo para pacientes com ovários policísticos. Esse problema representa 8% do total de mulheres que enfrentam dificuldades na tentativa de engravidar e cerca de 15% das pacientes que procuram pela fertilização in vitro

Fonte: Jornal Correio do Povo