Em níveis mundiais, tem se notado uma redução na fertilidade masculina, e existem diversos fatores que podem estar associados a esta realidade como questões ambientais, estilo de vida e hábitos alimentares que afetam diretamente a produção e qualidade dos espermatozoides.
Em alguns países, por exemplo já foi constatado um declínio de 59,3% na quantidade de espermatozoides encontrados no sêmen. Nos últimos 20 também houve redução dos níveis médios de testosterona nos homens, hormônio responsável pela formação dos espermatozóides .

Aproximadamente 25 a 30% dos homens com alteração na fertilidade não tem uma causa definida e nestes casos, o tratamento não é direcionado e deve ser focado em medidas gerais de saúde, como a melhora no estilo de vida, atividade física regular, hábitos alimentares saudáveis, peso adequado, suplementos antioxidantes e estimulantes da espermatogênese.

Um trabalho publicado na revista Fertility and Sterility, em 2007/2008, demonstrou os efeitos benéficos da semente de uma planta chamada Mucuna Pruriens, leguminosa nativa da África e Índia, no tratamento de casos de infertilidade masculina.

A Mucuna Pruriens tem propriedades, além de outras, antioxidantes, antiinflamatórias e androgênicas e foi usada por três meses, por via oral, em dose única, para demonstrar o seu mecanismo de ação no tratamento da infertilidade masculina. Já está bem estabelecido que suas sementes aumentam a secreção de sêmen, afetam os hormônios sexuais, incluindo a testosterona, e melhora o desempenho e o desejo sexual. Esta planta influencia a fertilidade por sua ação sobre o sistema nervoso central através da dopamina e do trato reprodutivo, da adrenalina e noradrenalina.
Pode-se afirmar que o tratamento com Mucuna Pruriens regula a esteroidogênese e melhora a qualidade do sêmen, em homens inférteis.