endometrio-fino

Vários são os requisitos necessários para um casal engravidar, seja naturalmente, seja mediante tratamento. Sabe-se que a quantidade e a qualidade de células germinativas femininas (óvulos) e masculinas (espermatozoides) tem grande influência para se conquistar a gestação. No entanto, existe uma região do sistema reprodutor feminino que tem papel crucial para a reprodução humana. Trata-se do endométrio, camada que reveste internamente o útero e cuja única finalidade é receber o embrião e permitir a sua implantação e desenvolvimento.
Mulheres que têm o endométrio fino (espessura que não atinge 7 milímetros) encontram mais dificuldade para engravidar e levar uma gestação adiante. Quanto mais fina for a sua espessura, menor será a probabilidade da gravidez ocorrer. Esta constatação é válida tanto para ciclos espontâneos quanto para ciclos de inseminação intra-uterina e de fertilização in vitro (FIV). Trata-se de um dos maiores desafios enfrentados por pacientes e profissionais envolvidos com os tratamentos de reprodução assistida no mundo.
Diversas estratégias já foram utilizadas para se tentar estimular o crescimento endometrial (uso de viagra, administração do hormônio da gravidez no interior do útero, etc). Entretanto, verificou-se que, embora descritas na literatura médica, nenhuma destas terapêuticas apresentou resultados.
Desde o início de 2015 o Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz vem pesquisando e utilizando uma nova alternativa terapêutica para estas pacientes. Com o novo tratamento foram verificados resultados animadores: gestações em mulheres com endométrios desfavoráveis, cujas espessuras não ultrapassavam os 4-6 milímetros(mm) e, em um caso, a gravidez ocorreu em ciclo no qual o endométrio não superava a marca dos 3,5 mm.
Graças a esta nova terapia, casais que realizam o tratamento de fertilização in vitro e que apresentam prognóstico reservado devido à presença de endométrio fino, apesar de formarem “bons embriões”, estão agora mais perto de realizar o sonho ter o seu filho.