Inovação tecnológica

aCGH – Hibridização Genômica Comparativa

O Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz viabiliza uma nova técnica de exame de embriões, que pode dobrar as chances de uma fertilização artificial bem-sucedida, denominada Hibridização Genômica Comparativa (aCGH). A equipe do Laboratório de Embriologia está trabalhando no desenvolvendo da técnica que possibilita analisar todos os 23 pares de cromossomos, permitindo assim o diagnóstico de muitas alterações genéticas, que ainda não eram possíveis. O Centro é pioneiro no Sul do país, na introdução do Diagnóstico Genético Pré-Impantacional (PGD) com laser, onde é possível analisar os embriões geneticamente pelo método de FISH (Hibridização in situ com Fluorescência) antes de transferi-lo para o útero. A partir do PGD é possível identificar anomalias de alguns cromossomos, como o 13, 16, 18, 22, X Y e o 21, este último responsável pela Síndrome de Down. A técnica de hibridização significa ampliar as chances de gravidez, principalmente em mulheres com idade acima dos 35 anos, faixa etária em que diminuem as chances de gestação e aumentam os casos de alterações genéticas, malformações e abortamentos.

Por meio desse processo será possível num futuro próximo aumentar radicalmente as taxas de gravidez. A nova técnica de hibridização permite verificar os 46 cromossomas dos pré-embriões em desenvolvimento, entre o 5º e 6º dia depois da fertilização, possibilitando que apenas os sem anomalias sejam transferidos para o útero da futura mãe. Essas células são testadas para diferentes doenças genéticas – como a fibrose cística e as síndromes de Duchene e Huntington. A análise somente pode ser aplicada em casais que recorrem ao tratamento de fertilização in vitro com a complementação do diagnóstico genético pré-implantacional (PGD). No PGD os embriões são avaliados antes de serem transferidos para o útero materno, ou seja, antes do inicio da gestação.

Essencialmente, existem dois componentes laboratoriais envolvidos no PGD. O primeiro se relaciona à coleta do material para ser analisado, o qual é obtido através da biópsia embrionária. O segundo é o teste diagnóstico em si, que usualmente é realizado por duas metodologias: reação em cadeia da polimerase (PCR) ou hibridização in situ fluorescente (FISH). Em regra geral, a FISH é aplicada para analise de alterações cromossômicos, e o PCR para alterações gênicas. O PGD já foi usado com sucesso em mais de 30 doenças monogênicas, e também para a detecção de desbalanço cromossômico em famílias portadoras de rearranjos como as translocações cromossômicos. Saiba quais são as indicações e as principais doenças que podem ser diagnosticadas pelo PGD.

ERA – Array de Receptividade Endometrial

O que é?

O Array de Receptividade Endometrial (ERA®) é um teste de avaliação endometrial desenhado, desenvolvido e patenteado pela IGENOMIX. Esta ferramenta diagnóstica molecular permite analisar os níveis de expressão de 238 genes relacionados com o estado de receptividade endometrial. Consiste em um microarray personalizado com sondas para 238 genes, em que se hibridiza uma amostra de RNA obtido do tecido endometrial. Após a hibridização, verificamos as intensidade do sinal e o preditor informático ERA classifica as amostras em função do seu perfil de expressão como Receptivas ou Não Receptivas.

Para que serve?

O teste ERA serve para avaliar o estado do endométrio e determinar se este apresenta um perfil gênico de receptividade ou não no momento da biópsia. No caso de se encontrar um estado Não Receptivo, permite localizar a janela de implantação personalizada para cada paciente.

Para quem e por quê?

Este teste foi realizado em pacientes que apresentaram falhas de implantação com embriões de boa qualidad (pelo menos 3 transferências embrionárias com falhas em mulheres jovens ou pacientes com 37 anos ou mais). Em aproximadamente 25% dessas pacientes foi detectada uma janela de implantação alterada. Este teste está indicado para pacientes com útero aparentemente normal e com espessura endometrial normal, ou seja, casos em que isso não parece ser o problema.

A análise permite determinar a janela de imolantação para cada paciente e estabelecer em função do resultado uma transferência de embriões personalizada.

 

Fonte: Laboratório Igenomix

ICSI e Super-ICSI

As chances de um casal engravidar dependem de vários fatores, destacando-se dentre eles a qualidade do embrião formado, seja em uma fecundação natural, seja em um ciclo de fertilização in vitro.

A infertilidade conjugal atinge cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva. Estima-se que em 50 a 60% do casos haja o envolvimento, em menor ou maior grau, do fator masculino. A qualidade do embrião tem direta relação com o óvulo e o espermatozóide que o fertiliza. Até então, os espermatozóides escolhidos para o procedimento de injeção intra-citoplasmática (ICSI) eram avaliados em um microscópio óptico comum, os mesmos utilizados no consultório médico, sob uma ampliação de no máximo 400 vezes.

Um novo aliado surgiu para o tratamento dos casais inférteis, chamado de IMSI (Intracytoplasmatic Morfologically Select Sperm Injection ), “Super ICSI” ou ÏCSI magnificado”. Trata-se de um sistema de lentes de alto poder de resolução acoplado a um computador com capacidade para ampliar em até 16 mil vezes a imagem, permitindo a identificação de pequenos detalhes da cabeça, do pescoço e da cauda dos espermatozóides. Através desta técnica, está se obtendo aumento nas taxas de gravidez e uma diminuição no numero de abortamentos.

IVM – Maturação in vitro de óvulos

O Centro de Reprodução Humana Nilo Frantz é pioneiro no país no desenvolvimento da nova técnica de fertilização denominada maturação in vitro (IVM ou in vitro maturation), indicada para mulheres que sofrem da síndrome de ovários policísticos e não podem receber altas doses de hormônios. Desde o nascimento do primeiro bebê em agosto de 2008, até o primeiro trimestre de 2010, nove bebês já nasceram com o auxílio desta tecnologia.

A IVM é uma alternativa segura para o tratamento da infertilidade, quando há indicação de fertilização, seja por fator feminino ou masculino, em pacientes portadoras de ovários policísticos.

PGD – Diagnóstico Genético Pré-Implantacional

O Diagnóstico Genético Pré-implantacional, mais conhecido no Brasil como biópsia do embrião ou pela sigla PGD (Preimplantation Genetic Diagnosis) é um procedimento através do qual é realizada uma pequena biópsia que permite identificar os embriões portadores de desordens genéticas e transferir para o útero materno apenas os embriões saudáveis. Dessa forma, casais com alto risco para certas doenças serão beneficiados. Pesquisadores de vários países vêm buscando aperfeiçoar a técnica de maneira a reduzir a margem de erro no diagnóstico de doenças genéticas e aumentar os índices de êxito das fertilizações in vitro.

Uma das descobertas mais importantes tem origem em uma simples mudança: adiar em dois dias a data da realização da biópsia genética do embrião. Antes, a análise só era possível no terceiro dia de desenvolvimento do embrião após a fecundação. Verificou-se que sendo feita no quinto dia, momento em que o embrião passa a ser chamado de blastocisto, a taxa de gravidez sobe significativamente. O objetivo final é obtenção de um embrião saudável, de uma gravidez bem sucedida e, sobretudo, o nascimento de uma criança perfeita.

Casos para os quais o Diagnóstico Genético Pré–implantacional (PGD) pode ser indicado:

  • Determinação e prevenção das doenças ligadas ao cromossomo X, como a hemofilia, a distrofia muscular de Duchenne e o retardo mental ligado ao cromossomo X (síndrome do x frágil);
  • Determinação das aneuploidias (erro no número de cromossomos) – que ocorrem frequentemente quando a mãe tem idade avançada, pois o processo de divisão celular é menos eficiente. Entre os problemas mais conhecidos, associados às aneuploidias, está a Síndrome de Down (mongolismo);
  • Doenças gênicas também podem ser prevenidas com a biópsia de embriões, como a fibrose cística (alteração no cromossomo 7);
  • A doença de Tay-Sachs (predominante em famílias judias), a anemia falciforme e outras centenas de patologias;
  • Mulheres com idade superior a 35 anos, grupo em que se verifica um número proporcionalmente maior de óvulos anormais;
  • Casais em que a idade da mulher seja superior a 37 anos, e não conseguem a gravidez, depois de dois ciclos de fertilização in vitro.
  • Mulheres e homens com anomalias cromossômicas estruturais;
  • Histórico de abortos de repetição;
  • Gestação anterior com alguma anormalidade cromossômica;
  • Homens com sêmen severamente alterado;
  • Portadores de doenças recessivas ou dominantes autossômicas ligadas ao sexo;
  • Tentativas fracassadas de procedimentos de Fertilização in vitro;
  • Mulheres e homens portadores de doença geneticamente ligada ao cromossomo X, Y, respectivamente;
  • Doenças hereditárias como fibrose cística, hemofilia, etc.;
  • O seu uso tem sido também estudado para redução do risco de transmissão de mutação em genes de predisposição, como nas síndromes de câncer hereditário e, para tipagem HLA e diagnóstico genético em doenças hematológicas.
  • Anormalidades cromossômicas, numéricas ou estruturais.
  • A presença de uma reorganização cromossômica (translocações Robertsonianas, translocações e inversões recíprocas) em um membro do casal pode levar a dificuldades em engravidar, abortos espontâneos e malformações congênitas. A utilização de PGD nestes casais é extremamente útil.
  • Também é indicado em casos de anormalidades cromossômicas numéricas, puros ou em mosaico.
  • Tanto no caso de doenças monogênicas e as associadas com a reorganização cromossômico, é necessário levar a cabo um estudo informatividade genética antes do ciclo de PGD para confirmar que o diagnóstico é de confiança e para ajustar a técnica para cada caso individual.
  • Sabe-se que certas mutações de algum gene predispor a certas doenças que podem aparecer em diferentes estágios de vida, tais como neurofibromatose, polipose adenomatosa familiar ou câncer de mama genética (BRCA1, BRCA2).

 

Lista das principais doenças que podem ser diagnósticas através do PGD associados a PCR–R, FISH e CGH–array:

  • Anemia de Fanconi
  • Acidúria glutárica tipo
  • Acondroplasia
  • Alfa-1-antitripsina
  • Adrenoleucodistrofia
  • Ataxia espinocerebelar 1, 2 e 3
  • Atrofia muscular espinhal
  • Anemia falciforme
  • Charcot-Marie-Tooth
  • Distúrbio congênito da glicosilação tipo 1a
  • Distrofia miotônica
  • Doença de Huntington
  • Doença de Menkes
  • Displasia Spondylometaphyseal (Schmidt)
  • Doença de Tay-Sachs
  • Duchenne e distrofia muscular de Becker
  • Distonia 1, Torção
  • Distrofia fascioescapulumeral
  • Disautonomia familiar
  • Esclerose lateral amiotrófica
  • Esclerose tuberosa
  • Espinhal e bulbar atrofia muscular
  • Exostose múltipla
  • Emery-Dreifuss Distrofia Muscular
  • Fibrose cística
  • Hipoglicemia Hiperinsulinêmica
  • Hemofilia A e B
  • Incontinência pigmentar
  • Leucodistrofia metacromática
  • Linfo hemofagocítica
  • Neoplasia endócrina múltipla (MEN2)
  • Neurofibromatose tipo I e II
  • Norrie síndrome
  • Osteogênese imperfeita (ossos frágeis)
  • Polipose adenomatosa familiar
  • Polineuropatia Amiloidótica Familiar
  • Paralisia periódica hipocaliémico
  • Paraplegia espástica 4
  • Rim policístico, autossômico dominante
  • Rim policístico, autossômico recessivo
  • Smith-Lemli-Opitz
  • Síndrome Crouzon
  • Síndrome de Alport
  • Síndrome de Pompe
  • Síndrome de Lynch
  • Síndrome de Marfan
  • Síndrome Holt-Oram
  • Sindrome de Hunter (Mucopolissacaridose tipo II )
  • Surdez neurossensorial Não-sindrômica
  • Talassemia alfa
  • Talassemia beta
  • Treacher Collins
  • Von Hippel-Lindau
  • X frágil
PGS – Screening Genético Pré-implantacional

O que é?

O Sreening Genético Pré-implantacional permite identificar embriões cromossomicamente normais entre todos aqueles obtidos por Reprodução Assistida.

A Hibridização Genôminca Comparativa por Análise de Microarrays, possibilita analisar todos os 24 tipos de cromossomos. Anomalias cromossômicas são detectadas antes da transferência embrionária, permitindo decisões com mais informações.

O PGS com o uso de CGH-array possui uma alta taxa de precisão, com um sucesso gestacional notável e o nascimento de bebês saudáveis.

 

Indicações

IDADE MATERNA AVANÇADA: O risco de anomalias cromossômicas em embriões aumenta com a idade materna. A Síndrome de Down é um exemplo de uma condição causada por uma anomalia cromossômica. Outras anomalias causam fertilidade reduzida.

ABORTO RECORRENTE: Aproximadamente 50% dos abortos são ocasionados por anomalias cromossômicas. Em abortos recorrentes, 68% dos embriões são cromossomicamente anormais. Embriões que são cromossomicamente normais são mais propensos a se desenvolver com sucesso.

ANOMALIAS CROMOSSÔMICAS: Apenas algumas anomalias cromossômicas são compatíveis com a vida, mas esses bebês podes nascer com defeitos congênitos e comprometimento cognitivo. O PGS também pode detectar essas anomalias.

FALHA DE IMPLANTAÇÃO: Alguma anomalias cromossômicas impedem a capacidade embrionária de implantar no útero. Embriões que são cromossomicamente normais possuem as melhores chances de implantação com sucesso.

FATOR MASCULINO DE INFERTILDADE: (incluindo quantidade anormal e qualidade espermática) Podem aumentar o risco de anomalias cromossômicas no embrião. O PGS pode ser utilizado para a identificação de embriões cromossomicamente normais.

 

Fonte: Laboratório Igenomix.