As chances de um casal engravidar dependem de vários fatores, destacando-se dentre eles a qualidade do embrião formado, seja em uma fecundação natural, seja em um ciclo de fertilização in vitro.

A infertilidade conjugal atinge cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva. Estima-se que em 50 a 60% do casos haja o envolvimento, em menor ou maior grau, do fator masculino. A qualidade do embrião tem direta relação com o óvulo e o espermatozóide que o fertiliza. Até então, os espermatozóides escolhidos para o procedimento de injeção intra-citoplasmática (ICSI) eram avaliados em um microscópio óptico comum, os mesmos utilizados no consultório médico, sob uma ampliação de no máximo 400 vezes.

Um novo aliado surgiu para o tratamento dos casais inférteis, chamado de IMSI (Intracytoplasmatic Morfologically Select Sperm Injection ), “Super ICSI” ou ÏCSI magnificado”. Trata-se de um sistema de lentes de alto poder de resolução acoplado a um computador com capacidade para ampliar em até 16 mil vezes a imagem, permitindo a identificação de pequenos detalhes da cabeça, do pescoço e da cauda dos espermatozóides. Através desta técnica, está se obtendo aumento nas taxas de gravidez e uma diminuição no numero de abortamentos.