HAM – Hormônio Anti-Mulleriano

Cinquenta anos após o surgimento da pílula anticoncepcional, um exame promete novamente revolucionar o comportamento das futuras gerações de mulheres. A dosagem do Hormônio Anti-Mülleriano (AMH), produzido por células dos ovários, permite estimar de forma indireta se a quantidade de óvulos disponíveis está acima, na média ou abaixo do esperado para a idade e, assim, tentar prever a longevidade reprodutiva. O novo exame se tornou um forte aliado dos profissionais que atuam na área da reprodução humana do mundo todo e já se tornou praxe na rotina de nosso Centro.

Investigação Imunológica
Atualmente existem exames capazes de diagnosticar o problema pelos quais muitos casais não engravidam ou engravidam e perdem o seu bebê. Sabe-se que muitos dos abortamentos inexplicados se devem, na verdade, a distúrbios imunológicos.
Vários dos casos classificados como “infertilidade sem explicação” ou “sem causa aparente” são, na verdade, decorrentes de alterações imunológicas não diagnosticadas e passíveis de tratamento. Esses distúrbios podem responder não apenas por quadros de abortamentos, mas também por repetidas falhas nas tentativas de fertilização in vitro (FIV). Exames como a pesquisa de células NK (natural killer), trombofilias, cross-match, fator V de Leiden, compatibilidade HLA-G, entre outros, podem ser necessários.
Análise do muco cervical e teste pós-coital: na ocasião do período fértil pode-se analisar a qualidade e a quantidade de muco produzida. Quando realizada algumas horas após a relação sexual, esta avaliação permite também estudar o desempenho dos espermatozóides em meio ao muco.
Histeroscopia

Através da passagem de um fino aparelho através do colo uterino pode-se verificar a integridade da cavidade do útero e se a mesma está apta ao desenvolvimento da gestação. Além de diagnóstica, a histeroscopia pode ser cirúrgica, permitindo a correção de algumas alterações do desenvolvimento uterino (malformações) ou a ressecção de alterações como miomas uterinos, pólipos (endometriais ou cervicais) e sinéquias (cicatrizes no interior do útero).

Ultrassonografia ou Ecografia Transvaginal

Solicitada de forma rotineira para analisar a forma e o funcionamento do aparelho reprodutivo feminino, com ênfase no estudo do útero e dos ovários. Além de identificar problemas como cistos ovarianos, ovários policísticos (ou micropolicísticos), miomas uterinos, pólipos endometriais e endometriose, a ultrassonografia transvaginal seriada permite acompanhar o ciclo menstrual e demonstrar a ocorrência (ou não) da ovulação e a fase mais propícia para engravidar (período fértil).
É um dos exames que permite estimar a resposta ovariana às medicações. Quando realizada logo após a menstruação, o volume ovariano e o número de folículos predizem a reserva ovariana, ou seja, se este ovário produzirá óvulos em quantidade e qualidade. Novos recursos possibilitados pela Ultrassonografia estão sendo estudados para melhorar a investigação do casal com dificuldade de gestar.

Entrevista (anamnese) e exame físico

Embora muitos exames, alguns deles extremamente sofisticados, contribuam para o diagnóstico, o exame físico e, na área da reprodução humana em especial, uma entrevista específica e detalhada são fundamentais para o correto diagnóstico e a determinação do tratamento mais adequado.

Dosagens sanguíneas (de hormônios ou de anticorpos)

Com uma pequena amostra de sangue é possível avaliar uma série de hormônios responsáveis pela fertilidade feminina. Hormônios como FSH (hormônio folículo-estimulante), LH (hormônio luteinizante), estradiol, progesterona, prolactina, testosterona, inibina B e HAM (hormônio anti-mülleriano), por exemplo, são capazes de demonstrar como está a capacidade de ovular de uma mulher. Alguns, como é o caso do hormônio anti-mülleriano, estão relacionados à avaliação da reserva ovariana, ou seja, refletem a quantidade de folículos e óvulos ainda disponíveis.

Por exemplo, uma dosagem alterada dos hormônios FSH e/ou anti-mülleriano pode revelar que o número de óvulos disponíveis pode estar diminuído, redução esta acima da esperada para a idade da mulher. A dosagem de algumas substâncias, denominadas marcadores, também podem ser solicitadas, um deles é o CA 125. Embora careça de precisão e esteja implicado em uma série de outras alterações, o CA 125 é usado também na investigação de endometriose. Alguns anticorpos podem ser pesquisados na corrente sangüínea. Os específicos para a clamídia, principal germe causador de alterações nas trompas, podem revelar um contato antigo (IgG) ou recente (IgM).

Videolaparoscopia
Exame realizado em caráter hospitalar para analisar a cavidade abdominal. Embora seja realizado na vigência de anestesia geral, não há a necessidade de internação, permanecendo a paciente no hospital apenas algumas horas após o procedimento, por isto denominado ambulatorial. Através deste exame é possível visualizar de forma direta os órgãos do aparelho reprodutor feminino (útero / trompas e ovários).
Consiste no principal exame para o diagnóstico da endometriose e das aderências pélvicas (cicatrizes que podem afetar estruturas como as trompas e os ovários). A vídeolaparoscopia pode ser solicitada com a finalidade apenas diagnóstica ou também para corrigir alterações detectadas (cirúrgica).
Histerossonografia

Sob a visualização da ultrassonografia transvaginal é possível acompanhar a introdução de uma pequena quantidade de líquido pelo interior do útero e verificar com maior facilidade a existência ou não de certas alterações.

Histerossalpinografia

Exame radiológico (de Raio X) realizado com a finalidade de demonstrar a permeabilidade do trajeto reprodutivo feminino, sendo um dos poucos exames aptos a avaliar as trompas uterinas. As trompas são órgãos delicados e essenciais para a ocorrência de uma gestação espontânea e podem se facilmente danificadas, sobretudo por inflamações/infecções, cirurgias ou endometriose.

Ressonância Nuclear Magnética

Permite avaliar as malformações uterinas, ou seja, defeitos de forma e tamanho da cavidade uterina, a presença de adenomiose (doença que dificulta a ocorrência da gestação). Além de determinar a presença e localização de miomas.