PRESERVAR A FERTILIDADE PARA O FUTURO

A possibilidade de se adiar a maternidade é um desejo que vem se tornando bem comum entre as mulheres, principalmente devido à busca pelo sucesso profissional, estabilidade financeira ou até a espera de um parceiro ideal. Entretanto, esse aumento da idade materna diminui as taxas de gestação, tendo em vista que diferente dos homens em que aproximadamente a cada setenta dias existem novos espermatozóides na ejaculação, os óvulos possuem a mesma idade cronológica da mulher. As mulheres nascem com uma média de 1 milhão de óvulos. Durante a puberdade, com a chegada da primeira menstruação, esse número é reduzido para cerca de 500 mil. A cada mês (ciclo menstrual) são recrutados 15 ou mais óvulos, porém somente um óvulo atinge a ovulação. Sendo assim, durante toda a vida centenas de óvulos são perdidos. Essa diminuição do número de óvulos durante o amadurecimento da mulher é inevitável. Devido a essa queda na reserva ovariana da mulher com o passar dos anos, as chances de reprodução começam a diminuir por volta dos 30 a 35 anos, e dos 35 aos 40 anos essa queda é bem mais acelerada, de forma que a fertilidade seja mínima aos 45 anos. Contudo, existe uma alternativa para preservar a fertilidade, a criopreservação (congelamento) de óvulos. Ainda não existe uma idade específica para a utilização da técnica, porém preconiza-se a realização do congelamento antes dos 35 anos quando se obtém os melhores resultados. Vale ressaltar que, quando congelados, os óvulos permanecem criopreservados por tempo indeterminado, não existindo um período limite para a duração do congelamento.

Preservação da Fertilidade em pacientes com câncer

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – INCA (2010), a definição de câncer é a proliferação e o crescimento desordenado das células de um tecido ou órgão, que podem migrar para outras partes do corpo. A cada ano, cerca de 650 mil mulheres são diagnosticadas com algum tipo de câncer invasivo, e 8% destas são pacientes em idade reprodutiva. Devido a esse aumento no número de pacientes mais jovens diagnosticadas com câncer e os avanços no tratamento permitindo quase que totalmente a eliminação da doença, a preocupação com a preservação da fertilidade vem se tornando um assunto cada vez mais comum. Essa preocupação se deve ao fato de que os tratamentos nestas pacientes são tratamentos quimioterápicos agressivos, resultando em implicações tardias, como por exemplo, o comprometimento da função reprodutiva. O comprometimento da fertilidade em pacientes com câncer pode ter efeitos negativos na qualidade de vida da paciente, principalmente devido à falta de informação. Além disso, parentes de primeiro grau como mãe, irmã ou tia com histórico de câncer de ovário ou câncer de mama é considerado um fator de risco, sendo em alguns casos indicado a realização de um tratamento preventivo. A preservação da fertilidade é um assunto que deve ser discutido entre a paciente e

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o médico sempre, de forma que consigam encontrar uma técnica eficaz e segura. A criopreservação de óvulos é uma boa opção para pacientes jovens já que independe de parceiros, ao contrário do congelamento dos embriões em que são necessários os dois gametas (óvulo e espermatozóide). Além disso, pode oferecer bons resultados e permitir gravidez futura. A melhor alternativa para obtenção de um maior número de óvulos para o congelamento seria iniciar a estimulação ovariana algumas semanas antes do tratamento quimioterápico, sendo assim, a paciente passa por estímulo hormonal e posterior retirada dos óvulos, que ao invés de serem injetados serão congelados. Em alguns casos, existem estratégias para diminuir tanto o período de estímulo ovariano, como também a exposição do tumor aos hormônios utilizados, porém podem resultar em número menor de óvulos. Uma alternativa seria o uso da técnica de maturação in vitro (IVM) de óvulos, em que estes são extraídos ainda imaturos e cultivados em laboratório até atingirem o amadurecimento ideal, e posteriormente serão congelados. Vale ressaltar, como dito anteriormente, que cada caso deve ser tratado individualmente, pois existem variações nos tipos de câncer, nos riscos e na idade da paciente. E claro, a primeira consideração para preservação da fertilidade em pacientes jovens é a segurança do procedimento, não

podendo interferir no tratamento da paciente com câncer. É importante saber que, de acordo com o Comitê de Ética da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (2005), os médicos oncologistas devem informar as pacientes com câncer sobre as opções para a preservação da fertilidade antes do início do tratamento.